27/08/2009

Música e Artes Plásticas



Como a colega Marinês bem escreveu, a contemporaneidade permite e até pressupõe a ligação entre artes visuais e música nas instalações, vídeos arte e outras possibilidades como happenings.


No entanto existem outras possibilidades que podem ser exploradas com os alunos como a criação de paranglés, que só se transformam em arte quando usados na evolução(dança), incluindo a música. Nesse contexto existe inclusive uma música de Adriana Calcanhoto chamada Parangolé Pamplona.


Em minhas aulas nas 5as séries estou desenvolvendo um projeto que aborda as criações de Hélio Oiticica - Parangolés- entre outras; as criações musicais de Adriana Calcanhoto para crianças, especificamente, e as obras de Joan Miró, Paul Klee e Kandinsky no que se referem ao uso do ponto, das linhas, texturas, formas geométricas e cores, com a finalidade de alimentar o imaginário das crianças para a criação de seus Parangolés. Os trabalhos estão em execução e quando ficarem prontos serão apresentados à comunidade escolar a partir de um desfile dançante.


Helio OiticicaAdicionar imagem
Helio Oiticica foi um dos mais criativos artistas plásticos brasileiros. A síntese de sua obra são seus belos "Parangolés" (1964): capas, estandartes ou bandeiras coloridas de algodão ou náilon com poemas em tinta sobre o tecido a serem vestidas ou carregadas pelo ator/espectador, que passa a perceber seu corpo transformado em dança. Quase uma poesia, pois a obra de arte só se revela quando alguém a manuseia, a movimenta. Como bem definiu o poeta Haroldo de Campos, o "Parangolé" é uma "asa-delta para o êxtase".
Carioca anarquista, oiticia transitou entre os morros do Rio de Janeiro e os Estados Unidos, onde morou de 1948 a 1950, época em que se mudou com a família, e a partir de 1970, quando foi para Nova York. Aluno de Ivan Serpa, iniciou sua trajetória artística ligado às experiências concretas e neoconcretas.


24/08/2009

Pirenópolis...

Olá
Com a proposta colocada ao grupo, lembrei do vídeo que vimos sobre um dos artistas de Pirenópolis - Região Centro-Oeste - Estado de Goiás, e quero fazer uma co-relação, com este assunto.
Acredito que exista várias possibilidades de ensino entre Música e as Artes Plásticas principalmente, pensando em Arte Contemporânea (Performances, Instalações, etc...);
Quanto a aproximação da Música, das Artes Plásticas e do Teatro em sala de aula, me ocorreu que o estudo sobre o Folclore do Brasil, seja um bom começo, por exemplo.
Como poderia ser: talvez o professor possa dividir a turma em pequenos grupos, para que todos possam conhecer e pesquisar sobre o Folclore de uma forma geral. Cada grupo poderia trabalhar pesquisando uma região do País, e trazer ao conhecimento do grupo maior.
E com o que o professor também trás e complementa, a proposta se estende com apresentações teatrais.
Os grupos representam um pouco deste Folclore que pesquisaram, de sua região, daquele lugar específico.
Relacionando todos estes conhecimentos, esses alunos terão condições de executar suas próprias fantasias(figurinos e adereços) logicamente, com a participação efetiva do professor de Arte e também do professor do Teatro(se tiver na escola), para a construção do cenário.
Seria um belo trabalho em sala de aula e, seguramente planejado para talvez um trimestre, não deixando nada a desejar, principalmente nas questões dos conteúdos, pois eles transitariam efetivamente durante esta atividade. Essa é uma idéia.
OBS.: Por uma ocasião em que estive em Brasilia, fui conhecer Pirenópolis, e amei. É um pequeno lugar, mas belíssimo nas suas arquiteturas de origem colonial portuguesa, do ano de 1700 e alguma coisa, não tenho a data certa a mão. Localizada no entorno de Brasília, a 150 km .
Tive o privilégio de poder assistir um pouco do que seria a Festa Folclórica "Cavalhada", que é a representação da luta medieval entre mouros e cristãos. -Foi muito legal. -Além desta existem outras festas como: a festa do Divino Espírito Santo e As Pastorinhas, esta última que é uma peça teatral com jovens moças que contam a história do nascimento de Jesus.
Para quem se interessou por este tema "Folclore" aqui vai o site: http://www. pirenópolis.tur.br.portal/index.php?id=video=2, lá tem o vídeo.
Neste momento foi o que me veio a mente e espero que eu possa ter colaborado com alguém. Aberta a receber comentários e críticas.
Desejando a todos aos Amigos do Blog,
um grande abraço.
Marinês

john cage

John Milton Cage (5 de setembro de 1912 - 12 de agosto de 1992) foi um compositor musical experimentalista e escritor norte-americano. É o compositor da famosa peça 4'33", pela qual ficou célebre. Composta em 1952, a peça consiste em 4 minutos e 33 segundos de música sem uma nota sequer.
John nasceu em Los Angeles. Foi um investigador incansável. Sua matéria prima é o óbvio, o cotidiano – tudo o que já existe mas que passa desapercebido ao sentimento general – eleva o barulho-ruído ao status de música, fazendo o mesmo com o silêncio. Busca novas estruturas musicais, até descobrir que não precisava delas. Definido por Augusto de Campos como musico-poeta-pintor.
Foi um dos primeiros a escrever sobre o que ele chamava de música de acaso (o que outros decidiram rotular de música aleatória) - música em que alguns elementos eram deixados ao acaso. Também ficou conhecido pelo uso não convencional de instrumentos e pelo seu pioneirismo na música eletrônica. Influenciou muitos artistas de todo o mundo e integrou o movimento Fluxus, que abrigava artistas plásticos e músicos. Cage também era adepto de ideiais zen-budistas e era um colecionador de cogumelos.

A seguir, estão alguns links para acessar sua obra:

http://www.youtube.com/watch?v=1UPlYnBFrI0
http://www.youtube.com/watch?v=NLOWy3ys8Ag

Trabalhar a música dentro da sala de aula, e conseguir unir as artes visuais e o teatro é o sonho de qualquer educador.
Experiências sensoriais estão presentes dentro da arte contemporânea de forma tão intensa, servindo-nos de ferramenta para criar uma consciência crítica em relação ao que nos é oferecido pela mídia em matéria de música.


23/08/2009

Artes Visuais e Teatro, relações através do corpo.

As possibilidades de entrecruzarmos as artes visuais e o teatro são inúmeras, pois podemos trabalhar com o campo fértil que é o corpo. Tudo acontece com o corpo, em ambas as linguagens, pois no teatro é o corpo do ator em ação que dá vida aos personagens, e nas artes visuais, especialmente com a performance, o happening e a body art ele é o suporte para a existência da obra. Além disso, é com todos os sentidos do corpo que o expectador percebe/ apreende a obra. O corpo sempre está presente, somos corpo.

Como proposta para sala de aula (direcionada para o Ensino Fundamental) poderíamos assistir uma peça teatral, e registrá-la com a fotografia e desenhos rápidos. Depois, em sala de aula escolher com a turma uma das cenas e debater sobre ela, que elementos chamaram a atenção dos alunos, etc. Em seguida, pensar na criação de uma performance do grupo, ou pequenos grupos dependendo da temática, a partir das percepções que tiveram sobre a peça em questão, estudando as relações entre as linguagens, tanto no que diz respeito às suas semelhanças com quanto às suas diferenças, mas tendo sempre o corpo e o estudo de sua presença na arte como ponto de partida. Essa proposta serve de mote para um aprofundamento dos estudos sobre a performance, e também do efêmero, e do registro do processo como sendo elementos relevantes para a arte contemporânea, e também é o momento para observar as relações existentes entre as diversas linguagens artísticas.

16/08/2009

Aproximações: Artes Visuais – Teatro

Primeiras relações que vieram em mente:
Performance - Intervenção (urbana, teatral, anônima...)
Arte Efêmera
Arte Cinética
Happenings
Action painting

A partir da oficina que tivemos com a Professora Carmen, me ocorreram diversas reflexões em relação aos jogos que realizamos. Reescrevo aqui alguns tópicos que achei interessante.
Jogo do espaço (corpos no espaço), idéia de engrenagem, etc.
Jogo com elástico, utilização de cores (nas roupas, no próprio elástico, com elementos agregados ao corpo...)
Fotografar todos os exercícios - para registro e anáise (ocupação do espaço, composição com as cores, elementos visuais...)
Retrabalho das fotos – alteração dos elementos, efeitos, PB...
Pensar no processo de produção artística
Representação 2D - 3D
O Projeto para realização de trabalhos
Bem... inúmeras as possibilidades!

Me ocorreu também a enorme dificuldade que temos em classificar a arte produzida atualmente. Por isso, termino com uma citação que achei muito legal:
“O jovem artista de hoje já não precisa mais dizer ‘sou um pintor’ ou ‘um poeta’ ou um ‘um dançarino’. Ele é simplesmente um ‘artista’.” Allan Kaprow, 1958 (P.222)

Todas as citações que fiz são do livro: Dempsey, Amy. Estilos, escolas e movimentos : guia enciclopédico da arte moderna. São Paulo: Cosac & Naify, 2003

Ainda sobre o pensamento rizomático...

Linguagens Artísticas Contemporâneas
Performance - Marina Abramovich, Hélio Oiticica...
Land-Art - Robert Smithson, Christo and Jeanne Claude...
Arte Postal - Paulo Brusky, Ray Jonshon...
Graffiti - A exposição Usina Urbana, que está acontecendo na Usina do Gasômetro...
Intervenções - Leandro Selister, Eduardo Srur, Adriana Daccache, "Código de faixa"...
“Os surrealistas, teatrais, foram particularmente influentes. De suas obras surgiu a idéia de instalação como conceito criativo de uma exposição. Por ocasião da mostra surrealista realizada em Nova York em 1942, o dadaísta Marcel Duchamp construiu um labirinto de fios amarrados em torno das telas no local em que estavam instaladas, uma intervenção – denominada ‘Uma milha de barbante’ – que exigia uma postura ativa do espectador enquanto as contemplava.” (P. 247)

"A instalação, ocorra ou não em um lugar específico, surgiu como uma idioma flexível." David Deitcher, 1992. (p.247)

Com o pensamento rizomático ocorre uma ampliação das possibilidades e dessa forma podemos aproveitar as contribuições do grupo com que se está trabalhando (sem medo de sairmos fora do planejamento, ou do plano de ensino) como maneira de atraí-los para uma aula que lhes interesse, deixando que eles façam links da sua realidade com aquilo que lhes está sendo apresentado, propiciando para o estabelecimento relações com o já conhecido com o objetivo de que tenham uma aprendizagem significativa.

11/08/2009

Tela Viva

Tela Viva é uma atividade que propõe a leitura dramática de obras de Arte selecionadas pelos alunos. Os alunos fazem à leitura e a recriação da tela, personificando, por meio de teatro e da fotografia os elementos ou personagens pintados pelo artista.
Tendo como ponto de partida a recriação das obras, é possível explorar estilos de épocas diferentes, inventar novas cenas, interferir ou reinterpretar a obra de um artísta. A integração da linguagem do teatro com as artes visuais possibilita uma leitura mais ampla da obra, valoriza a inteligência dos alunos e viabiliza a integração das diversas áreas do conhecimento com a arte. Os exercícios de análise propostos visam mostrar alguns exemplos práticos de como a interdisciplinaridade pode ser aplicada. Para tais exercícios foram escolhidas obras de variados períodos e foram sugeridas algumas possíveis leituras para cada obra, abrangendo as diversas disciplinas do ensino.
Conceitos a explorar e disciplinas envolvidas:
Artes: Composição e tema
Técnica de pintura
Perspectiva, luz e cor
Análise da obra para o olhar e comparação com outras interpretações
Português: A construção de textos a partir da interpretação da obra e a partir da oralidade.
História: O período e os acontecimentos que envolvem a época de criação da obra.