28/09/2009

arte e interculturalidade em sala de aula

A interculturalidade deve ser entendida como um contínuo que varia de pessoa para pessoa, cujos elementos e valores variam de acordo com a situação e interlocutores. Reflete-se na sala de aula através da tentativa de estudantes em conciliar dois universos culturais distintos. Valores culturais precisam também ser compreendidos com relação a valores pessoais e comunitários que os estudantes trazem consigo para a sala de aula. Mensagens recebidas na infância e na família, em instituições, através de religiões ou organizações comunitárias, representam aspectos de diversidade que também precisam ser negociados em sala de aula. a multiculturalidade na Arte reflete esta diversidade de valores e significados culturais dentro da sala de aula e ajuda a construir uma ponte entre as experiências de vida dos estudantes e as experiências de aprendizagem formal. Essa passagem entre estes dois universos é fundamental para que o aprendizado ocorra, já que os alunos não só tem que se relacionar com os contéudos trabalhados, mas principalmente para que os conteúdos trabalhados tenham significado real na vida dos estudantes. A arte vai ajudar a entender as diferentes culturas e formas de compreender o mundo.

27/09/2009

Educar o olhar,um objetivo prioritário

O texto analisado pelo grupo em que fiz parte intitula-se Educar o olhar, conspirar pelo poder: gênero e criação artística, de autoria de Marián López Fernández Cao.
O texto trata sobre um artigo que se constitui como parte de um projeto em andamento na Faculdade de Educação da Universidade Complutense de Madri, iniciado em 1992 com objetivo de elaborar um corpus teórico que seja consciente da variável gênero na análise sobre a criação artística e que, ao mesmo tempo , a explicite numa implementação por meio de projetos educativos nas escolas.
A questão mais marcante do texto para mim , é a parte que fala sobre o objetivo prioritário de educar o olhar, a partir da história da arte e educação visual, onde é dito que: "Entendemos a história da arte como uma história em processo e contínua revisão. É necessário não apenas uma história de mesmo gênero mas uma história mais humana, entendida em sua complexa rede de variantes entrelaçadas. Compreender como a ideologia de um momento ou de um lugar impregnou os fundamentos da disciplina histórica é requisito fundamental para uma sociedade mais justa. Por isso, a história da arte não deve ser a história da genealidade individual - ocidental, masculina e médio-burguesa - , e sim a história da criatividade por meio das imagens, transpondo as individualidades, procedências geográficas e econômicas, onde a linha que separa arte e artesanato, desenho e arte, desapareça para mostrar novas maneiras de entender o mundo e de expressá-lo."
Achei muito interressante o texto estudado e o que é dito nele pode tornar as aulas de arte mais atrativas, principalmente com o incentivo da produção artesanal que incorpora as vivências de cada aluno.

Mulheres,Arte e Educação Artística

Educar o olhar, conspirar pelo poder: gênero e criação artística
Segundo o artigo o ensino artístico é entendido a partir de quatro perspectivas que se cruzam: teoria e história da arte,crítica da arte e cultura visual, estética e produção.A história da arte não deve ser a história da genialidade individual e sim a história da criatividade por meio das imagens, transpondo individualidades, procedências geográficas e econômicas, onde a linha que separa arte e artesanato, desenho e arte, desapareça para mostrar novas maneiras de entender o mundo e de expressá-lo.
O artigo questiona também sobre a maneira como o professor trabalha na classe com seus alunos: a estimulação de meninos e meninas é igual? São estimulados os mesmos tipos de habilidade e destreza? se existem opiniões preconcebidas entre professores sobre a criação de meninos e meninas?
A família,o doméstico perante a cultura
O ateliê do artista se configura como um espaço de silêncio onde a criatividade flui e o cotidiano desaparece e a arte popular vive e convive no espaço doméstico, se nutre dele,como tem sido com algumas mulheres.

26/09/2009

A atual proposta de ensino da arte

O texto estudado por meu grupo falava do multiculturalismo pregado por Ivone Richter e as formas de aproveitamento das realidades cotidianas dos jovens no ensino da arte. Tocava, também, na questão da inclusão das etnias e grupos sociais como forma de enriquecer os estudos relacionados ao trabalho nas classes de artes.
Não podemos descartar a grande contribuição de Ana Mae com a proposta triangular no ensino da arte, porém temos que tomar ciência de um novo caminho que vem sendo delineado por Miriam Celeste Martins e Gisa Picosque, que entendem que a pedagogia mais adequada para o desenvolvimento das práticas e estudos sobre a arte devem se conectar com o rizoma, porquanto essa forma de encadear assuntos e saberes prevê um enriquecimento das propostas de estudo e consequente criação. Ao trabalharmos na forma de rede podemos ir mais longe e abrir novos caminhos e olhares sobre a arte, a vida e o cotidiano.
Ensinar arte é também proporcionar aos jovens refletir sobre a sua trajetória no mundo e a daqueles (artistas) que viveram antes de si.

Encaminho um endereço eletrônico onde podemos ler com mais atenção as proposições de Miriam Celeste Mertins.
http://www.anpap.org.br/2007/2007/artigos/104.pdf

23/09/2009

Educar o olhar...

Olá pessoal!

Bom, no encontro passado, meu grupo tinha este texto. Pela leitura feita e apresentação, posso dizer algumas palavras:

A Educação Artística como disciplina é uma proposta que surge nos Estados Unidos com a intenção de sistematizar o ensino das artes.
Entende-se o ensino em 4 perspectivas: Teoria e história da arte, crítica de arte, cultura visual e estética-produção.
A proposta brasileira: Ana Mae Barbosa- refere-se a 3 aspectos: teoria e história da arte, produção e contextualização.

Em minha prática diária escolar, realizo os aspectos de Ana Mae, dando assim mais fundamento as ações realizadas nas aulas de artes.

Um abraço a todos!!

Primeiro a Metonímia...

Olá pessoal,
O texto é bem interessante, mas é foi muito difícil de se falar sobre ele, de se elaborar um pensamento relacionado a ele.
Deixo aqui uma definição sobre Metonímia, que me parece pertinente já que ela está no texto.
Então, Metonímia - duas idéias que estão relacionadas por mais proximidade.
Chama-se de Metonímia ou transnominação uma figura de linguagem que consiste no emprego de um termo por outra dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles.
Quanto as perguntas do Blog desta semana: Qual o aspécto marcante, ou questões despertadas, no texto lido no último encontro? Como isso pode interferir na aula de arte?
Preferi externar o seguinte pensamento: quando um jovem professor e pesquisador está desenvolvendo um trabalho, uma proposta para o seu trabalho pessoal, ele está tentando organizar uma forma de pensamento, uma linha estratégica de construção e aprofundamento de questões que irão desencadear num processo criativo de sua própria produção. Ele está sempre em busca deste aprimoramento deste afirmar-se como artista-pesquisador e um professor, que sabe transmitir o conhecimento a partir de suas próprias experiencias(que também faz em sala de aula com seus alunos),referências e buscas.
Essa atual geração contemporânea de(arte-educadores e de outras áreas do conhecimento) têm ou busca este pensamento.
O professor-artista-pesquisador hoje está na sala de aula levando o conhecimento a partir de sua prática artística(ou algo relacionado a ela), para buscar esta afirmação de sua produção como artista, embasando-se sempre no que lhe interessa em suas pesquisas.
Nesta linha de pensamento e proposição professores avançam e alunos são beneficiados, privilegiados por um conhecimento, onde todos ganham e são envolvidos neste, que é um projeto de um professor-pesquisador e artista.
Penso que isso é também a valorização do professor que também é artista e pesquisador.
São meus pensamentos, sempre abertos para aprender e aberto também para críticas e conversações.
Um grande abraço a todos os
Amigos do Blog!
Marinês

22/09/2009

a tal interculturalidade...

O texto lido no último encontro é muito legal e traz um relato de experiência realizada numa escola de ensino fundamental, que tinha como intuito fazer com que o aluno reconhecesse a cultura e o contexto que o cerca, tanto quanto de seus antepassados e a partir disso, estabelecer relações com a arte contemporânea.
“(...) penetrar no mundo do imaginário da artista a partir dos valores estéticos presentes em sua comunidade.”

No início do texto a autora diz:

“O ensino intercultural da arte tem como objetivo propiciar uma educação inclusiva no seu sentido mais amplo, respeitando as individualidades pessoais culturais de todos os grupos presentes em sala de aula e que compõe a nossa sociedade, de forma a propiciar uma educação mais justa e um tratamento mais igualitário para todos. Utilizar a arte contemporânea, em suas múltiplas manifestações e suas múltiplas estéticas, é um caminho interessante para alcançar esse objetivo.”

Sem dúvida, a aula de artes pode ser enriquecida com essa aproximação da realidade do aluno em relação aos “conteúdos” estudados, além de propiciar ao aluno a construção de seu conhecimento a partir de suas próprias referências, sempre respeitando e aceitando as diferenças como uma demonstração da riqueza cultural presente em nossas vidas.

Referências: RICHTER, Ivone Mendes. Arte e Interculturalidade: possibilidades na educação contemporânea. In: Interterritorialidade em Artes: mídias, contextos e educação / Ana Mae Barbosa, Lilian Amaral (organizadoras). – São Paulo: Ed. Senac São Paulo: Edições SESC SP, 2008.

20/09/2009

Vem Dançar!

Esse poderia ser o título de um projeto para envolver os alunos com a dança. Mas, esse é o título de um filme estrelado por Antonio Banderas, do diretor Liz Friedlander, em que um professor de dança passa a dar aulas em uma escola pública e realmente consegue transformar muitas coisas no ambiente escolar, e principalmente envolver seus alunos. Aliás, como acontece no filme, podemos apelar para a “sedução” em uma aula que envolva essas duas linguagens- as artes visuais e a dança. Podemos dividir a turma em 2 grupos, enquanto um deles vivencia a dança, o outro realiza desenhos rápidos dos movimentos que estão observando; num segundo momento os grupos se revezam. Dessa forma todos passam pelas experiências de sentir o corpo em movimento, e de observar o corpo do outro em movimento. Ao final pode-se fazer uma composição visual com os corpos dos alunos diante dos desenhos produzidos durante a aula, em que cada aluno observa um movimento registrado pelo desenho e o reconstrói com seu corpo. Ainda para complementar podemos fazer todo um estudo de artistas da história da arte que trabalharam com essa temática de observar a dança, bem como criar diálogos com a dança contemporânea.

15/09/2009

cine santander com pina bausch & william kentridge


Queridos colegas!!
Estou divulgando dois belíssimos filmes que estão ou estarão no Cine Santander, por esses dias de pré-bienal, que começou hoje com dois filmes - documentários (gratuitos!) no grande hall, em looping, desde as 11hs da manhã até as 18hs, todos os dias! Mas no Cine, estarão um documentário sobre a Cia. de dança de Pina Bausch e outro relativo ao trabalho de William Kentridge (lembram da última Bienal, lá no Cais, uma enorme instalação?), pois então, vale a pena ver! NÃO PERCAM!
abraços, Janaina

12/09/2009

ESTILO PRÓPRIO

Para desenvolver essa atividade, será necessário ouvir a música Trenzinho Caipira, de Villa-Lobos. O professor poderá auxiliar levando a gravação para a audição em sala de aula. Caso não seja possível fazer a audição dessa musica, você poderá ouvir outra música que sugira o som do trem.
Feche os olhos e ouça com atenção. Após a audição, observe a imagem do quadro de Tarsila do Amaral e responda oralmente junto com os colegas:
*Que figuras você pode observar na obra?
*Como essas figuras estão representadas?
*Em que espaço estão inseridas essas figuras e a que época pertencem?
Identifique alguma semelhança temática entre a pintura e a música. O título da obra da Tarsila do Amaral é E. F. C. B. essa informação ajuda a entender melhor a relação pintura-musica?
Após ter feito a audição da música e a leitura da obra E. F. C. B., forme um grupo com mais cinco colegas.
Debatam sobre de que forma vocês representariam o tema dessa obra nos dias de hoje.
Pesquisem músicas que vocês achem que combinam com essa nova representação do tema da obra.
Selecione uma música entre as que foram pesquisadas.
Apresentem oralmente suas ideias de representação plástica e musical. Não se esqueçam de citar o autor da música.
Apreciem a apresentação dos demais grupos e identifiquem a semelhança temática entre pintura e música.
Outra sugestão parecida com a que fizemos em aula é a seguinte....
É puro movimento
Para essa atividade, a sala será dividida em dois grandes grupos, A e B.
Grupo A: cada participante desse grupo deverá encher de ar uma bexiga, ao som de uma música escolhida pelo professor, deverá se movimentar.
Cada participante deverá explorar o espaço e os movimentos com a bexiga sem deixá-la cair no chão.
Deverá assoprar, empurrar, manipular a bexiga em direções diversas e em diferentes alturas. Poderá improvisar e criar movimentos com o corpo inteiro. Enquanto isso, o grupo B observará.
Grupo B: cada participante desse grupo deverá portar um elástico de costura, utilizado na confecção de roupas, de mais ou menos 1,50 m com as pontas amarradas. Ao som de uma música escolhida pelo professor, cada participante deverá criar movimentos, explorando as diferentes possibilidades de esticar e recolher o elástico em diferentes direções e alturas. Enquanto isso o grupo A observará.
Cada participante deverá apreciar nas apresentações:
a) as possibilidades de movimentar o corpo;
b) a existência de movimentos improvisados realizados em parcerias;
c) o comportamento das articulações do corpo.
Os participantes deverão identificar os níveis da dança explorados nas apresentações do grupo.

Melhoria do Projeto Grafite x Pichação

Olá Colegas!
Conforme eu havia colocado em postagem anterior, na escola em que leciono seria executado em Agosto o Projeto Grafite x Pichação, que em virtude do prolongamento das férias de Julho foi adiado para o início do Ano Letivo de 2010.
De certo modo este adiamento foi providencial, pois a partir do nosso encontro enriquecedor com a professora de dança Lisete Vargas percebi que as aproximações das artes visuais com a dança são realmente inúmeras , principalmente no projeto de minha escola.
Como faço parte da comissão de implantação do projeto para o ano que vem, a partir da palestra da professora ocorreu-me a possibilidade da melhoria do projeto ao unir a disciplina de Educação Artística com a disciplina de Educação Física, disciplina essa inclusive que estava fora do projeto, para juntas buscarem assessoramento com as escolas públicas mencionadas pela professora de dança , que já possuem grupos de danças, para a formação voluntária de grupo de danças modernas em nossa escola.
Assim , além do grafite nos muros da escola já previsto para o fechamento do projeto entraria o grupo de danças que se tornaria ainda mais interessante aos alunos.

10/09/2009

...surge uma idéia, uma possibilidade aberta a intervenções dos amigos do blog...

Olá!
Surge-me uma idéia, uma possibilidade aberta a outras possibilidades, que é a seguinte: pensando num plano de aula criaria um projeto com as duas linguagens dança/arte, dividindo-as em 3 fases.
1ª Fase do Projeto - Proporia para o grupo de alunos um projeto onde a palavra "EXPRESSÃO"será a mola-propulsora, ou seja, a partir da palavra é que iremos desenvolver este projeto de dança e arte.
Dividiria a sala em dois grupos (A e B), onde o grupo A trabalhará com dança desenvolvendo tentativas e possibilidades de expressão e ações em dança; e o grupo B trabalhará a arte na tentativa de desenvolver possibilidades de expressões com arte, ou seja o que é expressão para estes dois grupos.
Ao final desta pesquisa que será realizada por cada integrante no seu grupo, eles irão mostrar ou se manifestar. Primeiro um grupo apresenta e após o outro.

Na 2ª Fase do Projeto - Trocam-se os grupo, os que estavam na arte passam para a dança e vice-versa, porém nada do que foi feito poderá ser repetido. Cada um terá que se manifestar de maneira completamente diferente dos grupos iniciais.
Logo todos apresentariam duas atividades cada um e todas diferente.
Isso provocaria neles as ações, as buscas, as pesquisas e principalmente o "interesse"e, abriria em seus pensamentos um leque de possibilidades dessa ações, aguçando a criatividade de cada um e até a auto estima, já que o aluno as vezes, está desmotivado, inerte e passivo, apenas ouvindo. Não é verdade?
Ao final desta etapa de apresentações para os grupos, a professora proporia uma seleção dos trabalhos realizados em sala de aula e criaria com os grupos uma grande "INSTALAÇÃO" para ser construída e apresentada na escola para um grupo maior de alunos, dando assim continuidade ao projeto.
É apenas uma idéia mas poderá ter a intervenção dos colegas (acrescentando sugestões, modificando algumas ações, sugerindo outras), fica aberto a discussões, opiniões, críticas...
Para o momento é isso.
Um grande abraço aos amigos do Blog!

Entre meios da arte da Dança!

A arte da dança é uma linguagem que utiliza gestos e coreografias para expressar idéias, sentimentos, situações e saberes pelo movimento corporal. Pode-se dançar sem música e criar gestos ou coreografias no silêncio. Entretanto, de uma maneira geral, a dança e a música se complementam e integram, em uma saborosa arte de criar figuras, cenas e imagens no espaço.

09/09/2009

pina bausch e bill viola

A dança dentro de sala de aula aliada às Artes visuais, pode ser de certa forma lúdica e uma forma de
de desinibir determinadas faixas etárias. Através da dança podemos "tocar" e sermos "tocados" de
maneira sutil sem nos preocuparmos com questões de gênero, aspecto físico, ou qualquer outra
convenção social.
A dança e a música, remete-nos às nossas memórias mais antigas, quando o fato de cantar e dançar
fazia parte nossas infâncias, por isso os alunos são bastante receptivos quando sugerimos tais
atividades.
Como artistas contemporâneos envolvidos com música e dança, minha sugestão para contextualizar uma
aula onde usaremos a dança ou videoarte são:

Bill Viola é um videoartista americano, começou sua carreira na década de 1970 com trabalhos no Everson Museun em Syracuse, Nova York. Foi influenciado por artistas como Nam June Paik, Bruce Nauman e Peter Campus. Seu trabalhos em vídeo consistem em instalações, vídeos e performances, sendo marcados por um uso transparente do aparato videográfico, um controle e entendimento complexo do tempo, e por um inventivo uso do som. O tom espiritual de vídeos como The passing(1991) é constante em sua obra, já vídeos como Reverse Television(1983) trabalham uma crítica à televisão e à passividade de telespectadores, já Chott-l-Djerid(1979) apresenta imagens "abstratas" que fogem à analogia fotográfica. Ele trabalha códigos simbólicos e reflete sobre a falta de consciência coletiva na arte e faz um uso muito próprio do sonho e da fantasia. Seu trabalho mais recente é Ocean Without a Shore(2007).
Para acessarmos seu trabalho segue dois links do You Tube, maravilhosos!

http://www.youtube.com/watch?v=MR9av-I35ME

http://www.youtube.com/watch?v=ys2s4FGxtDw


Philippine Bausch, mais conhecida como Pina Bausch (Solingen, 27 de julho de 1940Wuppertal, 30 de Junho de 2009), foi uma coreógrafa, dançarina, pedagoga de dança e diretora de balé alemã.

Conhecida principalmente por contar histórias enquanto dança, suas coreografias eram baseadas nas experiências de vida dos bailarinos e feitas conjuntamente. Várias delas são relacionadas a cidades de todo o mundo, já que a coreógrafa retirava de suas turnês idéias para seu trabalho.

Entre os seus temas recorrentes estavam as interações entre masculino e feminino - uma inspiração para Pedro Almodóvar, em cujo filme, Fale com ela, Pina aparece em uma bela sequência de dança.

Foi diretora da Tanztheater Wuppertal Pina Bausch, localizada em Wuppertal. A companhia tem um grande repertório de peças originais e viaja regularmente por vários países.

Para acessarmos seus trabalhos maravilhosos, segue dois links:

http://www.youtube.com/watch?v=Jm70fMM3JAk

http://www.youtube.com/watch?v=9y1x_4iWfak

Boa navegação! Janaina

...Quem agradece é a sociedade.

Estimular a criança desde pequena na dança, música e teatro é com certeza estar desenvolvendo nela benefícios, estímulos sensoriais de toda a natureza, que a tornarão um adulto com uma formação mais completa, uma pessoa mais realizada pessoalmente e, ou talvez profissionalmente mais feliz. É o aluno enquanto aluno crescendo, conhecendo-se, percebendo-se e aos seus limites. Desenvolvendo os sentidos, a sua auto-estima e, tudo isso sendo trabalhados em sala de aula (aluno e professor).
Razão e emoção caminham juntos, e a escola tem um papel nesta construção, na formação destes indivíduos, como um todo e pode engajar-se neste projeto.
Pode-se criar um projeto interdisciplinar, onde quem sai ganhando é o nosso aluno, pois é para ele que professores das áreas de arte, música, dança e teatro estão "PENSANDO"... logo e por consequência professores e escolas se realizam, pais e alunos ficam felizes, mas quem agradece mesmo é a sociedade.
...estou pensando, ...estou refletindo
Um abraço aos
Amigos do Blog!

A dança e as artes visuais




Na questão do blog de semana anterior, postei um comentário sobre os parangolés, que reunem as artes visuais e a dança - evolução. No entanto, penso que uma forma muito legal de trabalhar a dança coadunada com as artes visuais seria explorar os ritmos e as formas de corpos que se movem atrás de um anteparo de tecido (branco), determinando sombras em movimento que podem ser captadas por uma filmadora.


O filme pode ser analisado posteriormente - em aula - e pausado em momentos interessantes a fim de que os alunos possam registrar os corpos nas mais diferentes coreografias. Eu sugeriria para esse exercício um grande painel de papel pardo sobre o qual os registros seriam feitos a crayon.

Há, ainda, a possibilidade de criar fantasias com os alunos a partir do uso de sucata e culminar o trabalho com uma apresentação - desfile. Cada aluno escolheria uma música que correspondesse a dança que pretendesse desenvolver para a fantasia criada.







07/09/2009

O Som e o Visual

Ao observarmos nosso cotidiano, nos damos conta de que estamos inseridos em estímulos que surgem de todos os lados, e que nos afetam de diversas formas. Nossos sentidos são bombardeados por estímulos constantemente; andamos na rua e estamos sentido os cheiros que emanam das pessoas que por nós passam, e também da poluição... sentimos que o gosto da goma de mascar que temos na boca já não é o mesmo que há cinco minutos atrás... sentimos o calor do toque da mão de um amigo que nos cumprimenta... e, muito mais que isso, vemos todo o cenário que nos cerca, seja ele urbano ou rural, um ambiente espaçoso ou sufocante, e principalmente as imagens que povoam esses lugares... e ainda junto com tudo isso estamos percebendo que todos esses elementos emitem sons... alguns se harmonizam e tornam-se música... Na verdade somos seduzidos por tudo isso. E acredito que podemos observar esses estímulos, para que se tornem uma forma de encantarmos nossos alunos, descobrir o que os seduz. Dentro desse exercício de observação do contexto, chegaremos em um dos meios muito explorados pelo próprio cenário musical, que são os “Clips”. Podemos utilizar um clip, de uma música com a qual a turma se identifique, e explorar a linguagem visual desse clip, fazer a leitura das imagens, relações com a história da arte, estudar as influencias que o grupo musical tem dentro do contexto musical, explorar ao máximo as possibilidades de relações com o cotidiano dos alunos. Após essas observações, a turma pode escolher uma música, e a partir dela criar um clip, utilizando-se da colagem para criação de um pequeno vídeo de animação (stop-motion). É uma forma de instigarmos a imaginação deles interligando esses dois campos das artes: a música e as artes visuais, lembrando que essas áreas, assim como nossos sentidos, estão muito próximos e que muitas vezes a percepção de um afeta o entendimento do outro.

01/09/2009

Artes visuais e a Música...

Pra compartilhar:
Já realizei em sala de aula com turmas desde 5 a 8 série, relacionando obras dos artistas Paul Klee, Kandisky e entre outros- relacionado a arte abstrata...a partir disso, após verem obras, fechavam os olhos e ouviam músicas clássicas diversas onde assim ficavam por alguns minutos apreciando e após..começavam a registrar no papel montando uma composição onde pode-se explorar as linhas, formas, texturas e cores... Finalizei com uma exposição dos desenhos realizados!

As aproximações das artes visuais com as demais artes

Como já foi dito pelas colegas as possibilidades de aproximação das artes visuais,música ,teatro e dança ficaram ainda mais evidenciadas na arte contemporânea.Mas ao longo da história da arte podemos verificar essas aproximações a começar pelas festas de Dionísio onde havia a apresentação das musas dançando, tocando instrumentos musicais, declamando... um verdadeiro "happening".
Assim vejo a possibilidade de apresentar uma proposta de trabalho em aula para que os alunos pesquisem estes momentos na arte e os reproduzam livremente através de desenhos , maquetes, painéis, representações teatrais etc. Entraria também a confecção do cenário e das vestimentas .