Colegas!
O último DVD que assisti no nosso encontro se referia ao panorama histórico dos anos 70, com ênfase na produção cinematográfica, musical, teatral, além do que era realizado na tv brasileira da época. A literatura também estava presente, com entrevistas (Wally Salomão), artigos de jornais e revistas. Foi um período bastante difícil para o país e, fazendo parte da história recente, é fundamental apresentar estas informações aos nossos alunos, para que possamos aprofundar qualquer discussão sobre a produção artística deste período e sobre o que veio depois. Algumas palavras foram bem marcantes/significativas: consumir, comunicar, experimentar, desbundar. Pensando na arte contemporânea , me ocorrem algumas questões: o que consumimos nesta última Bienal do Mercosul? Será que os artistas participantes realmente conseguiram comunicar as suas ideias através das experimentações que fizeram? Com tanta coisa pra ver, apreciar e refletir, acho que podemos pensar e discutir sobre isso, quem sabe até a próxima Bienal ....
Para ajudar na reflexão e discussão, sugiro uma coleção de 3 volumes da Editora Callis, Arte e Sociedade no Brasil, de Aracy Amaral e André Toral.
Boa leitura!
20/11/2011
08/11/2011
Tendências da Arte Contemporânea e Bienais
Olá,
Amigos do Blog
Somente para relembrar aqui que foram várias as tendências que surgiram a partir dos anos 50.
Nenhuma menos importante que a outra, mas todas com características bem específicas e que influenciaram de um modo ou outro os artistas contemporâneos.
Analisando os DVDs dos anos 70 e 80 vistos no Grupo de Estudos, quero aqui citar duas passagens, retiradas de uma pesquisa que fiz para um Projeto de Ensino em Arte Contemporânea e relacioná-las com algumas Bienais já ocorridas.
Uma delas é a Tendência Tropicália ou Movimento Tropicalismo. Movimento Cultural não popular, e sim Pop, influenciado pela Pop Art, mas que se manifestou também como um desdobramento do Movimento Concretismo da década de 50, especialmente da Poesia Concreta.
Movimento que manifestou-se principalmente na música, mas também se manifestou nas artes plásticas com o artista Hélio Oiticica, com a obra "Tropicália", em 1967; a obra era um jardim com plantas, araras, areia, brita, e poemas enterrados. No interior, raízes de cheiro, objetos de plásticos e um aparelho de TV ligado.
Podemos relacionar está obra de Oiticica com uma obra que esteve na 7ª Bienal do Mercosul, que foi de um artista que se chamava "Cabelo". O artista fez uma Instalação em que usou como suporte para fazê-la os seguintes materiais: areia de onde desenterrou ossos de animais, palavras, urucum e entre outros objetos, também desenterrou uma camada de sal, fazendo uma alusão ao pré-sal encontrado no litoral do Brasil.
A outra tendência importante foi a Arte Tecnológica e Multimídia também década de 70.
Tendência que surgiu do desdobramento da Arte Construtiva e da Arte Conceitual em SP.
Na época o País era governado pelo Gen. Emílio G. Médici de 69 até 74 em plena Ditadura.
O primeiro trabalho artístico realizado aqui no Brasil por um artista brasileiro no computador, foi de 1968 por Waldemar Cordeiro. E foi em 1973 que houve uma Mostra desta Arte.
I Mostra Expoprojeção, com curadoria de Aracy Amaral e reuniu audiovisuais, filme Super8, discos de 42 artistas brasileiros. Participaram Antonio Dias, Cildo Meirelles, Helio Oiticica, Rubem Gerchman, Décio Pignatari(poeta), Mario Cravo Neto, Olívio Tavares de Araújo e Iole de Freitas. Esta última participou da Bienal de 2005 com a obra, uma Instalação chamada "Estudo para Superfície e linha".
Quanto aos anos 80 aqui no Brasil, foram marcados pela forte revitalização da Pintura. Uma Pintura feita com emoção e prazer.
Também houve a evolução no campo da Escultura, nesta década.
Nos anos 70 a experimentação dos materiais e nos anos 80 a Pintura que surge novamente com força e emociona a todos pelo seu vigor e suas cores alegres e quentes.
Um artista influenciado pelos anos 80 foi Jorge Guinle, esteve em exposição chamada "Belo Caos" na Fundação Iberê Camargo a bem pouco tempo.
Muitos artistas mensionados nos DVDs fizeram parte de uma das Bienais já ocorridas ou simplesmente foram homenageados.
A arte Contemporânea veio para ficar apesar de toda a sua complexidade e do seu difícil entendimento pelas pessoas. A medida em que a Arte se afirma como concreta, tanto os artistas, quanto suas obras vão ganhando espaços, ocupando espaços, se legitimizando nas formas de Bienais, e tomando os espaços em galerias de Arte, e com isso, abrindo novos caminhos e novos rumos. Poderíamos pensar também e para finalizar, que a "Arte Contemporânea ganha espaços, se legitima e contagia-nos a todos como um grande rizoma."
Um Abraço
Aos Amigos do Blog!
Amigos do Blog
Somente para relembrar aqui que foram várias as tendências que surgiram a partir dos anos 50.
Nenhuma menos importante que a outra, mas todas com características bem específicas e que influenciaram de um modo ou outro os artistas contemporâneos.
Analisando os DVDs dos anos 70 e 80 vistos no Grupo de Estudos, quero aqui citar duas passagens, retiradas de uma pesquisa que fiz para um Projeto de Ensino em Arte Contemporânea e relacioná-las com algumas Bienais já ocorridas.
Uma delas é a Tendência Tropicália ou Movimento Tropicalismo. Movimento Cultural não popular, e sim Pop, influenciado pela Pop Art, mas que se manifestou também como um desdobramento do Movimento Concretismo da década de 50, especialmente da Poesia Concreta.
Movimento que manifestou-se principalmente na música, mas também se manifestou nas artes plásticas com o artista Hélio Oiticica, com a obra "Tropicália", em 1967; a obra era um jardim com plantas, araras, areia, brita, e poemas enterrados. No interior, raízes de cheiro, objetos de plásticos e um aparelho de TV ligado.
Podemos relacionar está obra de Oiticica com uma obra que esteve na 7ª Bienal do Mercosul, que foi de um artista que se chamava "Cabelo". O artista fez uma Instalação em que usou como suporte para fazê-la os seguintes materiais: areia de onde desenterrou ossos de animais, palavras, urucum e entre outros objetos, também desenterrou uma camada de sal, fazendo uma alusão ao pré-sal encontrado no litoral do Brasil.
A outra tendência importante foi a Arte Tecnológica e Multimídia também década de 70.
Tendência que surgiu do desdobramento da Arte Construtiva e da Arte Conceitual em SP.
Na época o País era governado pelo Gen. Emílio G. Médici de 69 até 74 em plena Ditadura.
O primeiro trabalho artístico realizado aqui no Brasil por um artista brasileiro no computador, foi de 1968 por Waldemar Cordeiro. E foi em 1973 que houve uma Mostra desta Arte.
I Mostra Expoprojeção, com curadoria de Aracy Amaral e reuniu audiovisuais, filme Super8, discos de 42 artistas brasileiros. Participaram Antonio Dias, Cildo Meirelles, Helio Oiticica, Rubem Gerchman, Décio Pignatari(poeta), Mario Cravo Neto, Olívio Tavares de Araújo e Iole de Freitas. Esta última participou da Bienal de 2005 com a obra, uma Instalação chamada "Estudo para Superfície e linha".
Quanto aos anos 80 aqui no Brasil, foram marcados pela forte revitalização da Pintura. Uma Pintura feita com emoção e prazer.
Também houve a evolução no campo da Escultura, nesta década.
Nos anos 70 a experimentação dos materiais e nos anos 80 a Pintura que surge novamente com força e emociona a todos pelo seu vigor e suas cores alegres e quentes.
Um artista influenciado pelos anos 80 foi Jorge Guinle, esteve em exposição chamada "Belo Caos" na Fundação Iberê Camargo a bem pouco tempo.
Muitos artistas mensionados nos DVDs fizeram parte de uma das Bienais já ocorridas ou simplesmente foram homenageados.
A arte Contemporânea veio para ficar apesar de toda a sua complexidade e do seu difícil entendimento pelas pessoas. A medida em que a Arte se afirma como concreta, tanto os artistas, quanto suas obras vão ganhando espaços, ocupando espaços, se legitimizando nas formas de Bienais, e tomando os espaços em galerias de Arte, e com isso, abrindo novos caminhos e novos rumos. Poderíamos pensar também e para finalizar, que a "Arte Contemporânea ganha espaços, se legitima e contagia-nos a todos como um grande rizoma."
Um Abraço
Aos Amigos do Blog!
Arte Contemporânea na DVDteca
A partir dos DVDs que assistimos no grupo destaco dois aspectos históricos: A repressão dos anos 70 e a abertura dos anos 80. O contexto das ditaduras latino-americanas nos anos 60 e 70 provocou manifestações de contracultura e o uso das linguagens subliminares ou metafóricas como forma de expressar o que era proibido.Nesse período, marcado pela experimentação de técnicas e materiais, os artistas e buscavam criar espaços alternativos em meio ao "Milagre Econômico" brasileiro que vendia padrões importados de consumo.
Nos anos 80, com a Abertura Democrática, a experimentação toma outros rumos e não se foca tanto nos diferentes suportes. A categoria do "feio" passa a também ser considerada arte.
Os DVDs registram o cenário que se montou para que a Arte Contemporânea fosse entrando em cena. Além disso, evidenciam o porquê dessas manifestações, muitas vezes estranhadas pelos educandos e também por educadores, serem significativas como registro de uma época e como Arte.
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