30/04/2009

O ensino da arte e o curriculo

A arte, em seus diversos segmentos, representa formas de expressão criadas pelo ser humano como possibilidades diferenciadas de dialogar com o mundo. Assim sendo, a necessidade de incluí-la na formação de crianças e adolescentes, não apenas em questões relativas ao acesso e à apropriação da produção existente, como também na organização da escola como espaço de criação estética. Neste contexto, a arte constitui-se como experiência estética e humana, como área de conhecimento que tem seus conteúdos próprios.
Considerando que o marco referencial de reflexão e produção de saberes é o próprio cotidiano escolar e a necessidade de romper com a fragmentação existente nas práticas pedagógicas, a arte volta a ser, digo volta, pois, desde Platão, já era vista, discutida e analisada como instrumento construtivo do saber. Assim, entende-se que o trabalho com a arte deverá continuar desenvolvendo ações necessárias para garantir seu estudo e implementação efetiva como área de conhecimento e que se construa sua identidade como componente curricular.
Dentro desse panorama, pensar e executar ações pedagógicas no ensino da arte, bem como, estabelecer um currículo mínimo é tarefa dos arte-educadores. Na proposta geral dos parâmetros curriculares, a arte tem uma função tão importante quanto a dos outros conhecimentos no processo de ensino e aprendizagem. A área de arte está relacionada com as demais áreas e tem suas especificidades.
Existem conteúdos mínimos que não podem ser desconsiderados no ensino da arte como: cor, textura, linha, ponto, forma, plano, materiais expressivos etc.. e com certeza a história da arte humana, pois conhecendo a arte de diversas culturas e tempos e confrontando-as, o aluno poderá compreender a relatividade de valores que estão enraizados nos seus modos de pensar e agir, podendo criar um campo de sentido para a valorização do que lhe é próprio e favorecer aberturas à riqueza e a diversidade da imaginação.
O fazer é reflexo do processo de aprendizagem e não pode ser esquecido. Tampouco as imagens podem ser desconsideradas no processo de ensinar e aprender arte. As manifestações artísticas são exemplos vivos da diversidade cultural dos povos e expressam riqueza criadora dos artistas de todos os tempos e lugares. Em contato com essas produções, os jovens podem exercitar suas capacidades cognitivas, sensitivas, afetivas e imaginativas, organizadas em torno da aprendizagem artística e estética. Ao mesmo tempo suas mãos e olhos adquirem habilidades, a audição e a palavra se aprimoram, enquanto desenvolve atividades nas quais relações interpessoais perpassam o convívio social. Muitos trabalhos de arte expressam questões humanas fundamentais: falam de problemas sociais e políticos, de relações humanas, de sonhos, de medos, perguntas, inquietações de artistas, documentam fatos históricos, manifestações culturais particulares e outras tantas questões.
É importante, ainda, que o estudo da arte não seja apenas linear, mas que propicie o processo de reversibilidade, que coloque o aluno dentro de uma linha de tempo imaginária onde se encontram abrigados os movimentos e períodos artísticos possibilitando-lhe fazer conexões com outras áreas de conhecimento como a literatura e a história.

29/04/2009

"Compreensão de idéias e ideais".

Talvez possamos organizar o currículo, tentando fazer um caminho inverso, ou seja, ensinar a partir de modelos mais próximos dos alunos.
Poderíamos tentar começando pelo que acontece na sociedade de hoje, a partir por exemplo, da arte local, arte regional, nacional e internacional. Quem são os artistas da atualidade? Onde eles atuam? Quais materiais ou ferramentas utilizam ou usam? E principalmente, o que eles querem nos dizer?
E nossos artistas regionais?... e os nacionais?
Conhecer essa legião, essa geração, que nos transmitiu e transmitem muitas referências significativas da sua arte, não é pouco. Temos só aí, muitos conteúdos importantíssimos a ensinar aos nossos alunos, e também a apreender, não é mesmo?
Talvez esta seja apenas uma idéia ou um começo.
Abraços,
Aos amigos do Blog!

28/04/2009

Planejar é necessário!!

Ao planejar minha aula penso na faixa etária que tenho, se a turma é agitada ou calma, seus interesses, se gostam mais de desenhar ou pintar, se a escola oferece materiais para esta atividade. Assim, pode-se desenvolver um bom trabalho e para isto tem que ter organização, planejamento!

Planejamento...

Posto aqui minha reflexão da semana passada..
mas acho que é válida!

Atualmente tem uma questão que me persegue e que não deixa de influenciar quando se pensa em planejamento. O tal currículo. Porque um (01) currículo, se as realidades em que vivemos são inúmeras?

Assim como considero impossível criar um planejamento (invariável) para um determinado grupo, sem antes conhecê-lo, que seja também incabível um currículo que contemple a todos os alunos/escolas e professores. Não há como planejar sem pensar no grupo, no meio em que vivem, em suas vivências, na bagagem que este possui e tantos outros fatores. É claro que podemos esboçar um plano, pois é do ser humano ter sempre uma “carta na manga”, ou ao menos tentar visualizar como será a aula e então já pensar em atividades, alternativas ou estratégias para com o grupo.

É fundamental o repensar deste “planejamento”. E (re)planejar. O importante é que os objetivos do professor para com a turma sejam atingidos. A forma, ou “o como” atingir estes, partem da criatividade de cada professor.


24/04/2009

"Achados e perdidos"

...achei!
Encontrei por acaso o comentário da colega Ana Laura em uma das minhas postagens antiga, reparem lá, no relato que fiz de um passeio em família a Buenos Aires.
E sobre o comentário que fez a Ana Laura, as dicas que ela passou, afirmo que foi interessante.
Aproveitem!
Abraços aos Amigos do Blog!

A importância do planejamento

Com certeza planejar envolve muitas variáveis. Antes de qualquer coisa é necessário que saibamos quem é o aluno com o qual vamos trabalhar e os seus interesses no mundo e na arte.É necessário, ainda, que saibamos algo de suas vivências a fim de de que possamos encaminhar um planejamento que contemple seus interesses. Como trabalhamos com um grupo considerável de jovens há que se fazer um planejamento aberto e sujeito a ser modificado quando se fizer necessário no decorrer do trabalho.
Penso que o mais importante é que ao colocarmos os jovens em contato com as imagens da arte - de qualquer tipo, eruditas ou não - façamos antecipadamente uma curadoria apurada especificando um fio condutor que permeie as leituras. Neste momento podemos contemplar os intertextos que podemos explorar ampliando conhecimentos de várias ordens: sociais, políticos, de identidade, de gênero, de forma etc...Os conteúdos emanam das próprias leituras e tempos envolvidos nas imagens, bem como das contribuições trazidas pelos jovens. Ao trabalharmos com adolescentes podemos explorar o seu evidente interesse pelo corpo e a imagem, inserindo um estudo focado em um artista contemporâneo como Tunga.
Por exemplo, caso estejamos fazendo a leitura das Xifópagas Capilares de Tunga, estaremos entrando em pormenores relacionados às identidades das pessoas as marcas impressas nos cabelos e como esse é utilizado pelo artista como matéria; pode ser feita relação com outras obras do próprio autor ou não, estaremos trazendo conhecimentos sobre o artista que em seus trabalhos tenta extrair sentidos simbólicos de situações que se desviam da normalidade. Suas obras se referem umas às outras. O próprio artista descreve seu trabalho como "um conjunto de trabalhos; onde um sempre leva ao outro, como se entre eles existisse um ímã". Este caráter auto-referente é enfatizado no vídeo Nervo de Prata (1987), feito em parceria com Arthur Omar (1948) - filme que até alguns anos atrás era disponibilizado pelo Projeto Arte na Escola em vídeo. No filme, as obras repercutem umas nas outras, constituindo um universo à parte.Tunga, em 1989, definiu seu projeto estético como: "redefinir a escultura já não só como o volume estático, mas também como o agrupamento destas formas em expansão e a relação entre elas".
Seria importante, ainda, que se fizesse um histórico mínimo sobre o artista:

Nome, Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão ou Tunga, como ficou conhecido mundialmente, é um artista brasileiro nascido em 1952 em Pernambuco. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1974, onde cursou Arquitetura, atuando, porém, como artista plástico após se formar, ganhando diversos prêmios durante as décadas de 80, 90, que impulsionaram sua carreira.Sendo um dos artistas contemporâneos mais conhecidos e elogiados atualmente, Tunga já fez exposições nos principais museus e galerias de todo mundo, incluindo o MoMA em Nova York, o Louvre em Paris entre tantos outros.Suas obras que mais se destacam são geralmente esculturas e performances, que levam sua marca em acabamentos perfeitos, demonstrando sua grande dedicação no desenvolvimento de seus projetos.
Sobre o trabalho de Tunga há dois pontos a se ressaltar: a sua pesquisa e o processo de desenvolvimento. Seus trabalhos tem como início, muitas vezes, fatos cotidianos, acontecimentos da sua vida ou a relação entre duas coisas diferentes. Um caminho comum também é a sua relação com outras áreas de conhecimento, como a literatura, filosofia, química e biologia que servem de alimento de pesquisa para suas obras. É nessa construção de relações que os trabalhos de Tunga são criados.Ainda como conteúdos emanados do processo de leitura das imagens pode ser inserido o contexto todo da arte contemporânea e suas características. Enfim, muito mais se pode trabalhar a partir da escolha do material visual.
24 de Abril de 2009 21:34

23/04/2009

O Planejamento em Artes: União, interdisciplinaridade e conhecimentos artísticos

O planejamento parte de inúmeros lugares e fatores, ele tem início na SMED do Município em que se trabalha, vai para as escolas, sofrendo um processo seletivo, que os repassam para seus professores como proposta a ser trabalhada em sala de aula. Os fatores costumam estar relacionados às áreas e, principalmente, aos alunos. Os professores são responsáveis pela elaboração de projetos, mas não estão sozinhos, seus projetos andam juntos, numa relação interdisciplinar. Quanto aos conhecimentos, por exemplo, na área de artes são elaborados junto aos professores dessa área. A propósito estou elaborando um projeto, que está em constante modificação.
Segundo o Minidicionário Luft, alguns dos significados de planejar é: fazer o plano, a planta, o esboço de; projetar. A última palavra me parece ser a mais adequada, em termos de ensino, porque acredito que as aulas devam partir de um projeto elaborado de acordo com a faixa etária dos alunos, com o entorno deles, com o que eles pensam e conhecem, com os materiais disponibilizados pela escola e por eles, considerando o planejamento que ela propõe. Ao professor cabe elaborar o projeto, pensando o que ele quer que seus alunos aprendam durante a sua aplicação, daí partirão as atividades relacionadas com isso.
Quem não tem muita prática de ensino, como eu, por exemplo, geralmente, não consegue pensar em todos os detalhes para a aplicação do projeto, inclusive muitas atividades são gerenciadas como experiência para os professores e não só para os alunos. As descobertas e aprendizagens ocorrem de professor para aluno e aluno para professor, são como uma troca que ocorre no momento da aplicação da atividade. Aliás, tem atividades que não funcionam em sua aplicação e que devem estar abertas a modificações.
Quando elaborei um projeto para turmas diferentes, de mesma faixa etária, notei que é possível iniciar o projeto aplicando as mesmas atividades, mas, no decorrer desse, o professor deve perceber as necessidades de cada turma e as diferenciar, não fugindo das temáticas do mesmo. O projeto não foi elaborado sem ter uma pesquisa e estudos realizados antes. Primeiro, os professores especialistas, de diferentes áreas, se reuniram para ter idéias do que poderia ser trabalhado com as turmas de mesmo ano ciclo, incluindo relatos de experiências relacionadas a projetos, antes, aplicados. Depois, foi decidido o que poderia ser trabalhado e, então, começou a haver uma troca de materiais de pesquisa, enquanto cada professor ia organizando seu projeto e entrando nas turmas para conhecê-las melhor, procurando adaptar o projeto de acordo com as necessidades de cada turma.
A Prefeitura Municipal de Cachoeirinha está realizando projetos relacionados ao meio ambiente e a proposta escolar está de acordo com isso. A escola propôs seu planejamento para o 1° e o 2° Trimestres, a partir daí os projetos poderiam ser revistos e analisados por cada professor que os elaborou, para ver se estava de acordo ou, até mesmo, os adequar à essa proposta . Os conteúdos de cada área, também, são propostos pela Prefeitura que, por sua vez, passa para a escola, que, os seleciona e os reformula junto aos professores de área durante as reuniões.
No meu projeto, há bastante atividades de fazer artístico devido a faixa etária dos meus alunos (de 6 a 7 anos). Dentro dessas atividades procuro oferecer conhecimento, fazê-los pensar é uma maneira, bem como, experimentar materiais e conteúdos que são abordados. Por exemplo, forneci informação a respeito da arte do homem das cavernas, os questionei para averiguar o que cada um sabia a respeito. E comentei o registro das mãos deixados por esses homens. Então, propus para que os alunos experimentassem fazer o contorno de suas mãos, com papel sobre a classe e, posteriormente, com outro sobre a parede, buscando analisar as diferenças de fazer sobre as duas diferentes superfícies de apoio. Acredito, que essa é umas das maneiras de levar os alunos a pensar e ter conhecimento relacionado à arte.
Os conhecimentos de arte que estão dentro do meu projeto são: a História da Arte Pré-Histórica, as linhas, as formas geométricas, as cores, as texturas, desenhos, pinturas e modelagens com diversos materiais, apreciações de imagens e de músicas, a fruição, a dramatização, a ludicidade e, como trabalho com pequenos, a lateralidade. Além disso, vou trabalhar com a arte e a cultura ameríndia no Brasil. Assim, acredito que os conhecimentos em artes são abrangentes, porque vão desde elementos que compõem uma obra de arte, como: linha, forma e cor, até, a cultura de um povo, dando enfoque para a sua arte.
Enfim, para existir um projeto é importante haver a união entre o órgão superior à instituição de ensino, a escola, os professores e os alunos. Para o bom andamento do projeto é necessário a pesquisa e muito estudo. Acredito que quando o professor consegue o apoio e o interesse de trabalho em equipe com professores de outras áreas, formando um projeto interdisciplinar, a chance de sucesso na aplicação do mesmo é maior. As atividades ao serem elaboradas devem ser relevantes para o projeto artístico, para o professor e, certamente, para os alunos, que são o seu foco principal. E, os conhecimentos produzidos em arte são diversos e devem ser selecionados.

21/04/2009

Como penso ao planejar minhas aulas?

Sabendo que o conhecimento da arte não acontece de forma espontânea, mas sim mediado pelo professor e por fatos que ocorrem em sala de aula ou fora dela, penso que ao planejar minhas aulas devo levar em consideração o contexto em que se encontram meus alunos, suas vivências, seus interesses, seus conhecimentos anteriores (através de uma sondagem diagnóstica, se é que se pode falar assim...).
É importante que os alunos convivam com imagens de arte dos mais diferentes períodos da História e, também, com imagens do nosso cotidiano para que possam estabelecer relações e alargar o seu olhar. Ao fazer uma leitura de imagens podemos permear os conteúdos formais da arte, códigos que fazem parte da expressão plástica como: linhas, formas, cores, volumes, texturas entre outros...
Por isso, penso ser importante, os alunos terem conhecimentos desses conteúdos formais, praticar através de técnicas em atividades que possam desenvolver suas habilidades e sensibilidade, respeitando, naturalmente, sua faixa etária, enriquecendo suas vivências.
Ao planejar, também, penso nos recursos matérias de que disponho e no ambiente em que atuo.
Na escola em que trabalho atualmente, tenho total liberdade para organizar o currículo a seguir. Posso ir e vir, dependendo da necessidade que percebo nas turmas.
Sempre que possível levo meus alunos a visitarem exposições de arte, o que oportuniza o estudo mais específico de um ou mais artistas que estejam expondo no momento.
Considero importante o aluno ter um contato direto com a arte e/ou artista.

19/04/2009

Vivendo em um mundo de alta complexidade como o que se vive atualmente, é impossível dissociar vários aspectos pertinentes à relação indivíduo/sociedade, e isso não pode ser diferente ao se planejar uma aula de artes. Partindo das vivências ou conhecimentos que os alunos já possuam e de suas preferências, descobertos através de uma sondagem, é que procuro elaborar um projeto que alie os seus interesses ou realidades ao programa a ser seguido. A História da Arte é fundamental, pois muito além de cultura a ser adquirida é a própria representação da evolução dos estágios da humanidade, se apresentada de forma contextualizada; desenvolver técnicas é importante? Sim, como conhecimento e possível aquisição de habilidades e competências, sendo que a segunda afirmativa não se torna uma exigência. Assim, quando planejo uma aula traço como meta uma interação com os alunos em que eu perceba que eles estão sintonizados com a proposta lançada e que esta proposta sirva de ligação entre os conhecimentos que lhes estão sendo oportunizados e o momento que estão vivenciando através da sua compreensão e expressão.

17/04/2009

Elaborando um pensamento...

Elaborando um pensamento sobre este assunto que é tão importante para nós todos, entendo que quando estou planejando minha aula preciso pensar em todos os detalhes sim, por exemplo, que idade aproximada tem meus alunos; em que lugar(contexto social) estão ou vivem esses meus alunos; quais conhecimentos em Arte, de uma maneira geral, já possuem ou não.
Estes seriam os primeiros itens a pensar para o planejamento, propriamente dito.
Avaliar o grupo de alunos através de um questionamento, uma "Sondagem", por escrito dos seus conhecimentos até o presente momento: do que gostam de fazer, dos materiais que costumam utilizar, sugestões e curiosidades em saber sobre o que lhes chamam a atenção dentro da História da Arte. Fazendo esta avaliação de conteúdos já estudados ou não, da bagagem de conhecimentos dos meus alunos, já passo a compor meu planejamento de aulas, em cima destas dicas, curiosidades esboçadas e da falta de conhecimentos específicos sobre arte, seja em desenho, pintura, etc.
Planejar aula à aula estando sempre ligada no que é dito pelo grupo de alunos, para que também eu possa reavaliar, reajustar, melhorar este meu planejamento, de forma a trazer esclarecimentos e a tirar dúvidas para que aja, assim, um entendimento claro para este meu grupo de alunos, sejam eles crianças, adolescente ou adultos.
É preciso estar atento aos nossos alunos, para percebermos as insatisfações, os medos, os receios destes alunos, e daí também preparar uma aula interessante, que lhes cative e lhes motivem a participarem com interesse e a segurança de estarem aprendendo algo importante sobre a História da Arte. Relacionando-a e fazendo ainda um gancho entre o passado e o presente da História da Arte com as vivências, realidades e interesses deste alunos hoje.
Dominar os conteúdos é fundamental para a qualidade de aula a que me proponho dar, pois depende do professor a conquista da atenção e do interesse destes meus alunos, por um assunto que em um primeiro instante, este meu aluno poderá demonstrar não ter. É a partir da minha fala, da minha postura e imposição que tenho a pretensão de construir com estes alunos as melhores aulas possíveis, visando um conhecimento satisfatório deste aluno.
Aguardando palavras..., e um grande abraço aos Amigos do Blog.

16/04/2009

planejar é também reavaliar conceitos!

Habitamos um mundo que vem trocando a sua paisagem natural por um cenário criado pelo homem, no qual circulam pessoas, produtos, informações e principalmente imagens. Olhar e contemplar passa por momentos sutis: percebemos os objetos (ou paisagens), os interpretamos e classificamos num determinado contexto, para, quem sabe, por fim, recriarmos aquilo que vimos. Isso se dá o tempo todo sem que percebamos. Desenvolver nosso olhar depende da família, de educadores, da sociedade, do contato com o mundo e com a Arte.
Ou seja, não se institui a formação do olhar, ela começa no momento em que passamos a enxergar. A experiência estética vem da medida em que me abro para aquilo que me olha. Para que possamos nos expressar, precisamos de referências.
Ao planejar minhas aulas de artes, priorizo a sensibilidade estética do aprendiz. Como? Dando ferramentas para que ele mesmo avalie a produção infinita de informações que permeiam nosso mundo contemporâneo, só assim ele, o aprendiz, deixará de ser observador passivo para tornar-se espectador crítico, participante e exigente. Em meu planejamento não falta conteúdos para poder contextualizar a Arte, nas diversas épocas, disponibilizando subsídios para a futura produção imagética dos aprendizes. As habilidades e competências surgirão na medida em que a sensibilidade estética do aprendiz aflorar em resposta aos estímulos visuais dos encontros, e para isso toda e qualquer mídia torna-se uma grande aliada.

Boas Vindas

Olá participantes, ou viajantes, deste espaço de reflexões!
Bem Vindos!
A primeira questão se refere ao planejamento das aulas. Mas o que é planejar? pensamos em todos os detalhes antes de realizar a atividade? a atividade serve para os alunos daquela turma, daquela escola? daquela cidade? Ofereço conhecimento? o que é conhecimento em artes? Quem seleciona os conteúdos, o professor de artes ou a escola fornece um currículo pronto? Bom, muitas questões ...
um abraço!