16/04/2009

Boas Vindas

Olá participantes, ou viajantes, deste espaço de reflexões!
Bem Vindos!
A primeira questão se refere ao planejamento das aulas. Mas o que é planejar? pensamos em todos os detalhes antes de realizar a atividade? a atividade serve para os alunos daquela turma, daquela escola? daquela cidade? Ofereço conhecimento? o que é conhecimento em artes? Quem seleciona os conteúdos, o professor de artes ou a escola fornece um currículo pronto? Bom, muitas questões ...
um abraço!

9 comentários:

Luísa Araujo disse...

Minha proposta sempre esta vinculada a desenvolver diferentes sensibilidades através do contado com a Arte, procurando desenvolver o conhecimento e percepção da mesma através de estratégias que desencadeiem o prazer de aprender. O constraste percebido do pensamento filosófico do passado em relação ao presente faz com que o apreciador (aluno), possa repensar posturas ou atitudes, frente a mensagem contida na expressão do artista.

janalito disse...

planejar é também reavaliar conceitos!

Habitamos um mundo que vem trocando a sua paisagem natural por um cenário criado pelo homem, no qual circulam pessoas, produtos, informações e principalmente imagens. Olhar e contemplar passa por momentos sutis: percebemos os objetos (ou paisagens), os interpretamos e classificamos num determinado contexto, para, quem sabe, por fim, recriarmos aquilo que vimos. Isso se dá o tempo todo sem que percebamos. Desenvolver nosso olhar depende da família, de educadores, da sociedade, do contato com o mundo e com a Arte. Ou seja, não se institui a formação do olhar, ela começa no momento em que passamos a enxergar. A experiência estética vem da medida em que me abro para aquilo que me olha. Para que possamos nos expressar, precisamos de referências. Ao planejar minhas aulas de artes, priorizo a sensibilidade estética do aprendiz. Como? Dando ferramentas para que ele mesmo avalie a produção infinita de informações que permeiam nosso mundo contemporâneo, só assim ele, o aprendiz, deixará de ser observador passivo para tornar-se espectador crítico, participante e exigente. Em meu planejamento não falta conteúdos para poder contextualizar a Arte, nas diversas épocas, disponibilizando subsídios para a futura produção imagética dos aprendizes. As habilidades e competências surgirão na medida em que a sensibilidade estética do aprendiz aflorar em resposta aos estímulos visuais dos encontros, e para isso toda e qualquer mídia torna-se uma grande aliada.

lourdesluvizetto disse...

Ao planejar minhas aulas de arte não há uma priorização deste ou daquele aspecto especificamente e sim uma junção de vários elementos que irão compor meu plano de aula.
O ponto de partida é sem dúvida a contemplação do conteúdo mínimo sugerido pela Secretaria de Educação Estadual. Conteúdo este que é renovado a cada gestão, a qual neste ano, particularmente, mostrou grande melhoria para o aprendizado do aluno e principalmente na qualificação de professores, pois ampliou a parceria com excelentes instituições de ensino, tanto públicas como privadas, para montagem de seus conteúdos e capacitação de seus professores, o que possibilitou a participação dos mesmos em cursos como este da Ufrgs que estamos participando.
Mas além do conteúdo sugerido, a cada ano que se inicia na escola em que trabalho são feitas reuniões de formação nos dias que antecedem o início do ano letivo. Nestas reuniões, estão presentes além dos professores, o SSE e SOE da escola e a direção, para juntos traçarmos o planejamento geral, pois a escola trabalha com projetos interdisciplinares.
Ao iniciar o ano letivo nos primeiros quinze dias, todos nós, professores, fazemos a Sondagem Diagnóstica com a supervisão do SSE, para estabelecermos as características específicas e necessidades de cada turma, analisando competências, habilidades, conhecimento, aprendizado e vivência dos alunos de acordo com suas realidades de vida.
Assim, meu plano de aula integra os conteúdos básicos do currículo de arte, os projetos da escola, minhas propostas e estratégias de trabalho e as necessidades dos alunos percebidas através da sondagem e, sobretudo, a importância da arte para a vida e cultura de um povo.

MaraRadé disse...

Planejo sempre levando em conta a História da Arte relacionando com o mundo que vivemos. Levo em conta a "atmosfera" da(s) turma(s), os materiais que têm possibilidades de trazer. Verifico que, quase sempre, a resposta dada pelos alunos numa determinada proposta que apresento, quase sempre me direciona à próxima aula. É um fio condutor importante para mim. Nele tento condicionar os conteúdos propostos pela Escola, as preferências dos alunos, a história, o mundo contemporâneo e o meu próprio gosto. É um planejamento maleável, que se dobra feito um salso chorão.

Adriana Beatriz disse...

A escola que estou agora me dá total liberdade no planejamento, desde que eu apresento antes de aplicar para a coordenadora e assim ela diz se está aprovado ou não. Então, penso se é viável determinada atividade para tal faixa etária, se tem material para isso, enfim....posso construir meu planejamento a partir do que eu- como professora de Arte julgo ser importante para determinadas turmas.

Bartel Arte Educação disse...

No início de cada Ano Letivo, as coordenadoras das Escolas em que leciono passam os Planos de Ensino, este ano mesmo onde assumi nossa disciplina numa nova Escola, a Plácido de Castro, onde a Diretora passou-me os Planos de ensino com os conteúdos a serem trabalhados; debati com a professora se teria que seguir aquele plano, ela disse-me que sim.
Nunca sigo estes Planos determinados pelas Escolas, pois muitos deles em minha opinião estão muito defazados, tento fazer adaptações e transformações, se não consigo mudo totalmente.
Penso as aulas e as planejo com as atividades prático-artísticas mescladas com os conteúdos teóricos sempre abordando a Vida e Obra de um Artistas, Um Estilo de Arte ou aspectos ligados à História da Arte, que considero de fundamental e relevante importância.
Ao assumir turmas novas, sempre na primeira aula passo um questionário com perguntas relativadas a Arte e as Artes em geral, a última questão é sobre quais as primeiras manifestações artísticasque o homem descobriu, na segunda aula exibo um vídeo sobre a Introdução da História da Arte, desde a Arte da Pré-História.
Sempre planejo todas minhas aulas e atividades a serem desenvolvidas conjuntamente com o ensino de conteúdos relacionados a História da Arte.

Ana Laura Frota disse...

Pessoal, fiz toda uma postagem hoje cedo e não a encontro no blog. Penso estar fazendo algo errado.
Ana Laura

Bartel Arte Educação disse...

A Importâncias das novas Tecnológias no Ensino da Arte:

Se formos pensar a arte e a elaboração de currículos no Ensino de Arte nos dias de hoje, poderemos verificar que as linguagens visuais estão presentes e representadas nas mais diferentes e diversificadas formas de comunicação ao nosso redor.
Na Imprensa, nas diversas mídias, na Publicidade, em projetos de Design, em logotipos, logomarcas, no Grafitte, no Cinema, nos programas televisivos, nas propagandas, videoclips, em out-doors, inserido nas diferentes tribos de que nossos alunos fazem parte, por todos lugares que andamos estamos em contato com esta Arte, ou Tecnoarte fortemente presente na atualidade.
A Arte esta fortemente inserida nos meios da informática, nos jogos, sites, blogs, na Internet que nossos alunos acessam e ficam boa parte de seu tempo conectados, todas estas novas tecnológias devem ser pensadas e inseridas na organização e projeção de um currículo voltado para estas crianças e adolescentes da info e tecnogeração.
Sempre tive uma espécie de resistência e distanciamento, para não dizer aversão destes novos meios de linguagem em comunicações visuais, principalmente na Informática, até mesmo pelo fato de ser da geração dos anos 70 e também não dominar esta mídia, sito como exemplo os programas de Photoshop e de Animação em 2D e 3D, mas não devemos ignorar dando as costas a todos estes novos meios de linguagens que são mais uma ferramenta a ser utilizada no Ensino da Arte. O mundo globalizado e informatizado, dominado pela Infoarte, tecnoarte, cyberarte esta aí a nossa frente, é o mundo em que nossos alunos nasceram e estão inseridos e conectados e não podemos pensar em um currículo de Arte educação distante desta contemporaneidade.

Bartel Arte Educação disse...

O que entendo de maior importância numa Curadoria Educativa é a escolha e seleção de imagens para exposição destas em sala de aula, relacionada ao Tema escolhido como mote no Projeto de Aula elaborado. Penso que não apenas o professor/arte-educador deva interagir como ´´Curador``, os próprios alunos podem ser instigados e incentivados a praticarem a Curadoria. Tenho como exemplo o Material Didático do Programa Educativo da Fundação Iberê Camargo, onde traz Exercícios Curatoriais, propostos e formulados por Luis Camnitzer,onde os alunos recebem envelopes com conjuntos de diferentes reproduções de pinturas e são convidados a organizar estes cartões em conjuntos de obras aos quais atribuirão certo sentido, estas obras são de Iberê e de outros artistas como Jorge Guinle e Guignard.A maneira como os alunos organizarão esta seleção curatorial podem ser feitas por semelhanças estilísticas, formais, temáticas, cronológicas ou pelass problemáticas abordadas nas obras ou ainda por critérios que os alunos possam apontar e justificar. Acho de fundamental importância aula prévia antes deste exercício conceituando a Curadoria e exemplificando esta, para uma maior compreensão por parte dos alunos e futuros ´´alunos-curadores``.