16/04/2009

planejar é também reavaliar conceitos!

Habitamos um mundo que vem trocando a sua paisagem natural por um cenário criado pelo homem, no qual circulam pessoas, produtos, informações e principalmente imagens. Olhar e contemplar passa por momentos sutis: percebemos os objetos (ou paisagens), os interpretamos e classificamos num determinado contexto, para, quem sabe, por fim, recriarmos aquilo que vimos. Isso se dá o tempo todo sem que percebamos. Desenvolver nosso olhar depende da família, de educadores, da sociedade, do contato com o mundo e com a Arte.
Ou seja, não se institui a formação do olhar, ela começa no momento em que passamos a enxergar. A experiência estética vem da medida em que me abro para aquilo que me olha. Para que possamos nos expressar, precisamos de referências.
Ao planejar minhas aulas de artes, priorizo a sensibilidade estética do aprendiz. Como? Dando ferramentas para que ele mesmo avalie a produção infinita de informações que permeiam nosso mundo contemporâneo, só assim ele, o aprendiz, deixará de ser observador passivo para tornar-se espectador crítico, participante e exigente. Em meu planejamento não falta conteúdos para poder contextualizar a Arte, nas diversas épocas, disponibilizando subsídios para a futura produção imagética dos aprendizes. As habilidades e competências surgirão na medida em que a sensibilidade estética do aprendiz aflorar em resposta aos estímulos visuais dos encontros, e para isso toda e qualquer mídia torna-se uma grande aliada.

Um comentário:

Adriana Beatriz disse...

Planejar refere-se pensar especificamente conteúdos e atividades para um determinado grupo- crianças, adolescentes ou adultos, e perceber a realidade existente do mesmo.Sendo assim, em minha prática docente sempre faço planejamentos dentro da realidade que estou, enfocando a história da arte, a contextualização e a prática artística.