27/04/2010

Superando os obstáculos

Olá colegas do Blog! A partir da leitura dos textos sugeridos, acho que não há professor de arte que não tenha experimentado as situações relatadas, principalmente no Artigo de Adriana Rodrigues Dias intitulado "Por Que Escuta O Que Escuta Um Arte Educador?", onde a autora coloca relatos de profissionais que se sentem indignados com a postura de colegas de outras áreas, diretores, alunos e seus familiares em relação ao tratamento e desvalorização do professor de arte e a forma equivocada que é entendida a arte na escola. É inegável que estas posturas muitas vezes nos desestimulam, mas muitos de nós ainda temos esperanças e acreditamos nas potencialidades da arte. Com nossa força de vontade, apesar de todas as barreiras que nos são impostas, devemos buscar superar esses obstáculos, principalmente buscando forças na união de colegas da mesma área e participando de grupos de debates e de estudo como o nosso. Assim, estaremos trocando experiências, nos fortalecendo e nos tornando profissionais mais preparados.

22/04/2010

"O ESPAÇO DA SALA DE AULA DE ARTE" ? ESTE "ESPAÇO" PODE SER ...

Olá! Amigos do Blog!

Começo minha escrita com uma pergunta para se pensar as questões da nossa docência e também de ações que interferem positivamente e negativamente neste ofício.

Os textos são interessantes e trazem muitos questionamentos. Trazem também teóricos importantes para entender possíveis comportamentos humanos dentro da educação como Deleuze, Gatarri, Nietzsche, etc., (que bem poderiamos estudá-los, neste espaço, um pouco mais, para conhecer um pouco melhor seus pensamentos sobre as questões na educação).

O significado da palavra devir citado em um dos textos é: tornar-se, vir a ser, série de transformações, o futuro. E quando lembro da palavra futuro, associo ao de alunos ou aprendizes, pois são para eles que professores estão em sala de aula, para ensinar, para que possam um dia vir a ser alguém, tornar-se um ser humano melhor.

Primeiro me perguntei o seguinte: será que a melhoria da educação deve vir de cima, dos governantes ou será que deveríamos, como professores, pensar no aqui e agora com os nossos alunos em sala de aula? Foram me surgindo vários outros questionamentos, a partir dos textos lidos, mas que são dúvidas e deduções minhas também sem uma resposta final, já que são tantos os fatores que envolvem uma educação de qualidade neste país.

Em um dos textos é citado também a desvalorização da disciplina de Arte, enquanto disciplina de um currículo escolar, entre outras coisas não menos importantes.

Pensando sobre o que li me perguntei sobre o papel ou função de um professor hoje (Gerenciamento dos Governantes/Sistema Educacional/Sociedade Cultural ou não-Cultural/Família - valores, limites, crenças, etc.) perante aos alunos que, em muitas vezes, a mercê de sua própria sorte, clamam por limites, por uma formação e construção de um pensamento crítico, sobre si e sobre a realidade do seu mundo na sala de aula.

Será que estamos de fato contribuindo para o bem dos alunos? Ou será que professores e escolas estão coniventes, acomodados no seu papel ou função dentro do sistema vigente?

O Sistema Educacional está pobre. Precisamos de possíveis mudanças e soluções, como um Sistema Educacional Nacional como um todo, ou seja, um Projeto Nacional para a Educação que funcione com parcerias. No entanto, ainda faltam vontade política, sociedade compromissada em cobrar políticas públicas, professores motivadores, pesquisadores, transformadores, cobradores e facilitadores; as famílias comprometidas, engajadas, participativas e atuantes na vida escolar de seus filhos.

Tudo isso em meio a constantes crises do mundo globalizado e as novas tecnologias a nos assombrar, embora precisemos incorporá-las às nossas atualizações docentes.

Entre todos estes fatores há o que é positivo sim que são as potências, citadas também em um dos textos, que são as coisas boas e produtivas que acontecem dentro de uma sala de aula todos os dias entre os alunos e o professor (ensino/aprendizagem), e que não podem ser em absoluto desvalorizadas por menores os atos que sejam.

Há que se pensar em tantas coisas que não foram mencionadas, mas que são pontos importantes.

O poder que é só de alguns. O poder manda? Quem tem o dinheiro tem o poder?, ou melhor, quem detem o dinheiro detem o poder? E a corrupção? E o individualismo, ele impera? A hierarquia e a ditadura, elas sobrevivem à democracia? Elas nunca foram extintas? O conhecimento é só para alguns? São questões para se pensar.

O indivíduo ou aluno pouco aproveita do saber que lhe é de direito, tem pouca cultura;

Famílias, instituições, sociedade e governantes se eximem de suas responsabilidades específicas pela melhora do ensino;

Os professores (alguns ou a maioria) estão desmotivados, acomodados ou "perturbados e doentes" como diz em um dos textos;

A instituição precisa dar suporte para estes professores com atualizações, valorização da disciplina de arte, apoio pedagógico, sala adequada para a disciplina de arte, principalmente a questão salarial destes professores, a sua valorização como profissional, tempo para se
aperfeiçoar, mas não o faz, em algumas escolas;

E nesta cadeia de pessoas, neste corpo de ausentes humanos, está o aluno, e se acompanhado da família, se tiver onde estudar, se tiver no futuro uma profissão digna, só procura ser aceito por esta sociedade.

Um fato real é que o sistema educacional não funciona como deveria. A esse respeito, destaco aqui dados importantes da entrevista com a presidente da Apeoesp (Sindicato dos professores da rede pública do Estado de SP) e menbro do Conselho Nacional de Educação, Maria Izabel Azevedo Noronha, para a Folha de São Paulo:

"Os investimentos em educação vêm caindo ano a ano no Estado de SP";

"Todo o profissional precisa ser bem remunerado, ter carreira justa, condições de trabalho e jornada de trabalho adequada";

"A greve busca o atendimento dessas reivindicações";

"Não há equivalência entre o crescimento do PIB, que mede as riquezas materiais produzidas pela nação, com os resultados do processo ensino-aprendizagem";

"O principal resultado da educação é a formação de cidadãos. O ser humano deve ser o centro do processo educativo";

"As avaliações são importantes instrumentos para a localização dos problemas e das potencialidades de cada aluno, classe, equipe, escola e do sistema com um todo. Ajudam a rever métodos, readequar conteúdos e direcionar atenção e recursos aos elos mais frágeis";

"Pela forma como o governo lê os resultados das avalições, a gestão educacional nada tem a ver com eles. As autoridades educacionais, assim, isentam-se de responsabilidade";

"Não acreditamos em teoria sem prática nem prática sem teoria";

"É também por meio de uma prova de conhecimentos que o governo define quais professores terão direito a reajuste salarial, ainda assim limitado a até 20% da categoria";

"É aceitável que professores estaduais tenham condições de trabalho tão ruins para cumprir função das mais importantes na sociedade?"

Em uma outra matéria da Folha, "O Valor da Educação", e só para finalizar, diz o seguinte a reportagem: "País precisa pagar mais e atrair talentos para o ensino público, mas seis Estados, inclusive o RS descumprem piso salarial do professor".

O blog é ótimo por isso, podemos nos expor um pouco mais à vontade, com mais tempo, ou não.
Os problemas existem e não são poucos, mas se cada um fizer a sua parte, as coisas neste país podem melhorar e muito, não é verdade?

Pensando no devir e nas potências e principalmente acreditando nas pessoas concluo com versos de Fernando Pessoa, que disse: "Tudo vale a pena se a alma não é pequena".

Com mil desculpas pelas delongas,
Um Abraço
Aos Amigos do Blog
Marinês

Início dos encontros de 2010

Olá participantes,
Sejam bem-vindos ao nosso blog. Espero que este espaço favoreça a troca de experiências, pensamentos e conhecimentos. Aguardo as reflexões sobre a QUESTÃO DA SEMANA - vejam no lado esquerdo, logo abaixo da descrição do blog.
abraços artísticos a todos!