07/09/2009
O Som e o Visual
Ao observarmos nosso cotidiano, nos damos conta de que estamos inseridos em estímulos que surgem de todos os lados, e que nos afetam de diversas formas. Nossos sentidos são bombardeados por estímulos constantemente; andamos na rua e estamos sentido os cheiros que emanam das pessoas que por nós passam, e também da poluição... sentimos que o gosto da goma de mascar que temos na boca já não é o mesmo que há cinco minutos atrás... sentimos o calor do toque da mão de um amigo que nos cumprimenta... e, muito mais que isso, vemos todo o cenário que nos cerca, seja ele urbano ou rural, um ambiente espaçoso ou sufocante, e principalmente as imagens que povoam esses lugares... e ainda junto com tudo isso estamos percebendo que todos esses elementos emitem sons... alguns se harmonizam e tornam-se música... Na verdade somos seduzidos por tudo isso. E acredito que podemos observar esses estímulos, para que se tornem uma forma de encantarmos nossos alunos, descobrir o que os seduz. Dentro desse exercício de observação do contexto, chegaremos em um dos meios muito explorados pelo próprio cenário musical, que são os “Clips”. Podemos utilizar um clip, de uma música com a qual a turma se identifique, e explorar a linguagem visual desse clip, fazer a leitura das imagens, relações com a história da arte, estudar as influencias que o grupo musical tem dentro do contexto musical, explorar ao máximo as possibilidades de relações com o cotidiano dos alunos. Após essas observações, a turma pode escolher uma música, e a partir dela criar um clip, utilizando-se da colagem para criação de um pequeno vídeo de animação (stop-motion). É uma forma de instigarmos a imaginação deles interligando esses dois campos das artes: a música e as artes visuais, lembrando que essas áreas, assim como nossos sentidos, estão muito próximos e que muitas vezes a percepção de um afeta o entendimento do outro.
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3 comentários:
Oi! Carine
Tudo bem?
Lendo o que escrevestes e pensando em como podemos instigar nossos alunos, também concordo que os sentidos, podem e devem ser um ponto bastante explorado, favorecendo-se da música e das imagens.
A música "toca" a todos de alguma forma, mas eu questiono sobre as imagens.
Será que toda a imagem "toca" de alguma forma a todos(no caso aos alunos)?
Uma forma de instigar a imaginação dos alunos ou de qualquer outro grupo que se esteja trabalhando é provocar, roubar-lhe os pensamentos, fazer com que eles falem mais, interajam. Fazer estas interligações, essas costuras doas vivências deles, com outras áreas do conhecimento.
Achei bárbaro, quando tu escrevestes, e ali tu já dissestes tudo ou quase tudo.
"Muitas vezes a percepção de um afeta o entendimento do outro". Eu concordo.
Achei muito interessante e enriquecedor o que escrevestes sobre O Som e Visual.Parabéns.
Abraços.
Quando falas nos sentidos que afloram ao interagir com o mundo lembrei-me do que escreve Duarte Júnior em seu livro O sentido dos sentidos, a educação do sensível.Ele nos traz o que está registrado em O erro de Descartes, p. 16-7.
" ...o nosso próprio organismo e não uma realidade externa absoluta, é utilizado como referência de base pra as interpretações que fazemos do mundo que nos rodeia e para a construção do permanente sentido de subjetividade que é parte essencial de nossas experiências. De acordo com essa perspectiva, os nossos mais refinados pensamentos e as nossas melhores ações, as nossas maiores alegrias e as nossas mais profundas mágoas usam o corpo como instrumento de aferição."
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