O que devemos levar em conta, quando organizamos um currículo para a compreensão desta arte, é estarmos sempre atualizados com o que ocorre no circuito das Artes. Com esse conhecimento e em reciclagem constante, temos condiçoes para fazer um currículo levando-se em conta a estética, a história e a vivência dos alunos. Incluindo nos trabalhos em sala de aula, toda esta tecnologia que permeia o nosso dia a dia e, fazendo-os compreender que o artista em todas as épocas, fez parte de uma sociedade, sendo o seu espelho, e que usou de todos os meios disponíveis através da estética para se comunicar, nada mais justo que atualmente o uso de outros suportes, técnicas e aparatos tecnológicas façam parte da obra artística.
Não há obra sem o espectador, que decodifica e faz um elo com esta obra. O que há por traz? Ensinar a aguçar o olhar deste aluno.
Como comentou Mirian Celeste Martins "a arte percorreu um grande caminho: das cavernas escuras foi para as igrejas, para os museus e, hoje está em todos os espaços públicos. A função do professor é conduzir os alunos a uma descoberta, a uma apreciação, a criação, e provocar nele a estesia. Ele é um propositor, que faz a curadoria com a escolha das obras com que trabalha. "Cada um lê com os olhos que tem e interpreta a partir de onde os pés pisam"."
Não é uma missão fácil, pois os estudantes estão acostumados com a obra do "Belo", e não com o conceito que está implícito na obra e, este é um elemento muito importante na obra contemporânea. Estão acostumados a ver tudo ao mesmo tempo a sua volta, sem se deter em nada. Ensiná-los a olhar, este é um grande desafio.
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