Autor: Walmor Corrêa

Segundo a teoria desenvolvida por Brecht - o estranhamento - "que rompe com a ordem das coisas e, por conseguinte, ajuda a pensá-la". Estranhar, admirar, espantar-se, sentir pasmo, repulsa, aversão, distanciamento diante de algo que não se conhece ou não se espera, é sentir-se vivo, olhando, percebendo o mundo, os fenômenos da natureza e da arte.
Um conteúdo em arte tem que estar sempre nos surpreendendo, descobrindo e buscando conhecimentos. Cito Merleau-Ponty, quando ele faz um verdadeiro elogio à percepção: "o mundo é aquilo que nós percebemos (...) o mundo não é quilo que eu penso, mas aquilo que eu vivo; eu estou aberto ao mundo, comunico-me indubitavelmente com ele, mas não o possuo, ele é inesgotável."
Um comentário:
Achei muito legal o que tu colocas Jana, principalmente a questão do estranhamento, que ao romper com nossos estereótipos nos faz pensar sobre os mesmos.
A arte possui uma riqueza infindável... podemos fazer inúmeras reflexões e relações. Além de tratar dos conteúdos específicos e pré-determinados (como já citado por outras colegas) permite que façamos uma viagem revendo conceitos, contextos e inúmeros outros fatores, o que torna a aprendizagem realmente significativa, e não simplesmente uma ‘decoreba’.
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