09/06/2009

Pensando nas palavras...

Minha palavra é "REFLEXÃO", que significa o ato ou efeito de refletir, repercussão; meditação; ponderação; objeção; comentários; observações.

Reflexão também quer dizer atividade do espírito que reflete, que examina e compara os pensamentos: a reflexão deve preceder a ação. É também juízo, pensamento resultante dessa atividade: reflexão moral. Refletir é transmitir, mostrar, deixar transparecer: uma atitude que reflete o caráter.

EDUCAÇÃO NA PRIMEIRA INFÂNCIA - É o título de uma entrevista à jornalista Mônica Weinberg, da Revista VEJA, do dia 10/06/2009 do Sr. James Heckman, Prêmio Nobel em Economia em 2000. A entrevista é interessante e vou tentar resumi-la, nas palavras dele.

Disse ele: "Deixar de fornecer estímulos às crianças nos primeiros anos de vida custa mais caro para elas e para um país".

"Deve-se a uma série de métodos precisos para avaliar o sucesso de programas sociais e de educação".

"Quanto antes os estímulos vierem, mais chances a criança terá de se tornar um adulto bem-sucedido".

Em seus estudos, conclui que não há política pública mais eficaz do que investir na educação de crianças nos primeiros anos de vida.

Diz ele que a "razão é a economia". "A educação é crucial para o avanço de um país". Afirma que há evidências científicas de que dois tipos de habilidades têm enorme influência sobre o sucesso de uma pessoa na vida. No primeiro grupo, situam-se as CAPACIDADES COGNITIVAS - aquelas relacionadas ao QI. Entende como algo abrangente, como conseguir enxergar o mundo de forma mais abstrata e lógica. Num outro grupo, continua ele, não menos relevante coloca as habilidades NÃO-COGNITIVAS, relacionadas ao auto-controle, à motivação e ao comportamento social. Essas, diz ele, também devem ser estimuladas no começo da vida. Descobriu que elas estão relacionadas ao sucesso na escola e, mais tarde, no mercado de trabalho.

Na opinião de Heckman, deve-se "investir mais na pré-escola, no desenvolvimento das habilidades cognitivas e em progras sociais (específicos) que tenham foco na família, de modo que elas consigam fornecer incentivos certos num momento-chave. Iniciativas mínimas: conversar com os filhos, emprestar-lhe um livro".

Ressalta que a participação dos pais neste processo de aprendizagem (pais que acompanham os estudos de seus filhos), pois está provado que "a família é o fator isolado que mais explica as desigaldades numa sociedade como a nossa".

"O aprendizado é mais lento depois da primeira infância, enfatiza, que é pela ausência de incentivos que existem os indicadores ruins, como a evasão escolar, gravidez na adolescência, criminalidade e até indícios de tabagismo, sempre mais altos em sociedades incapazes de fornecer às suas crianças uma educação apropriada nos primeiros anos de vida".

Continua, dizendo que "a opção pelo ensino custa algo como um décimo do que o gasto com a segurança. O que falta são mais incentivos públicos, que os governos NÃO querem arcar.
Não importa se a criança nasce em desvantagem, numa família que não lhe oferece (por não ter condições), incentivos".

Heckman diz estar convicto de que "é preciso começar cedo, em qualquer situação. Um país como o Brasil só conseguirá realmente alcançar altos índices de produtividade quando entender que é necessário mirar nos anos iniciais. Os governantes são ineficazes e deveriam tomar decisões não com base em critérios políticos ou ideológicos, pois resulta em gente despreparada para produzir riquezas para si e para o seu país. E, sim, "decisões a partir de debates, discusões objetivas e econômicas".

"Os educadores acham que é falta de dinheiro, mas não é só isso", ressalta. Os benefícios à educação de um país, segundo ele, são: fornecer incentivos suficientes para que o talento atinja sempre o maior nível possível. "E é preciso canalizar melhor as aplicações do dinheiro para a formação de crianças em seus primeiros anos de vida, uma vez que estarão no caminho para se tornarem mais competitivos no futuro; e, assim, o país também despontar na economia mundial como faz a Coréia do Sul e a Irlanda", finaliza a entrevista.

Obs.: Caros colegas,
...preferi escrever sobre este texto hoje, porque ele me chamou muito a atenção. Convido vocês a pensar, refletir ou questionar sobre ele e as questões que ele remete, como:
O que os governantes vêem fazendo de fato pela educação deste país? E os educadores e suas responsabilidades frente as aprendizagens? As famílias estão cumprindo o seu papel nessa construção do saber de seus filhos?
Somente com o comprometimento de todos chegaremos a resultados positivos, onde o educando terá uma educação de qualidade e, um futuro melhor como cidadão amanhã.
Finalizo com um abraço a todos os Amigos do Blog!

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