Como a colega Marinês bem escreveu, a contemporaneidade permite e até pressupõe a ligação entre artes visuais e música nas instalações, vídeos arte e outras possibilidades como happenings.
No entanto existem outras possibilidades que podem ser exploradas com os alunos como a criação de paranglés, que só se transformam em arte quando usados na evolução(dança), incluindo a música. Nesse contexto existe inclusive uma música de Adriana Calcanhoto chamada Parangolé Pamplona.
Em minhas aulas nas 5as séries estou desenvolvendo um projeto que aborda as criações de Hélio Oiticica - Parangolés- entre outras; as criações musicais de Adriana Calcanhoto para crianças, especificamente, e as obras de Joan Miró, Paul Klee e Kandinsky no que se referem ao uso do ponto, das linhas, texturas, formas geométricas e cores, com a finalidade de alimentar o imaginário das crianças para a criação de seus Parangolés. Os trabalhos estão em execução e quando ficarem prontos serão apresentados à comunidade escolar a partir de um desfile dançante.

Helio Oiticica
Helio Oiticica foi um dos mais criativos artistas plásticos brasileiros. A síntese de sua obra são seus belos "Parangolés" (1964): capas, estandartes ou bandeiras coloridas de algodão ou náilon com poemas em tinta sobre o tecido a serem vestidas ou carregadas pelo ator/espectador, que passa a perceber seu corpo transformado em dança. Quase uma poesia, pois a obra de arte só se revela quando alguém a manuseia, a movimenta. Como bem definiu o poeta Haroldo de Campos, o "Parangolé" é uma "asa-delta para o êxtase".
Carioca anarquista, oiticia transitou entre os morros do Rio de Janeiro e os Estados Unidos, onde morou de 1948 a 1950, época em que se mudou com a família, e a partir de 1970, quando foi para Nova York. Aluno de Ivan Serpa, iniciou sua trajetória artística ligado às experiências concretas e neoconcretas.

Helio Oiticica foi um dos mais criativos artistas plásticos brasileiros. A síntese de sua obra são seus belos "Parangolés" (1964): capas, estandartes ou bandeiras coloridas de algodão ou náilon com poemas em tinta sobre o tecido a serem vestidas ou carregadas pelo ator/espectador, que passa a perceber seu corpo transformado em dança. Quase uma poesia, pois a obra de arte só se revela quando alguém a manuseia, a movimenta. Como bem definiu o poeta Haroldo de Campos, o "Parangolé" é uma "asa-delta para o êxtase".
Carioca anarquista, oiticia transitou entre os morros do Rio de Janeiro e os Estados Unidos, onde morou de 1948 a 1950, época em que se mudou com a família, e a partir de 1970, quando foi para Nova York. Aluno de Ivan Serpa, iniciou sua trajetória artística ligado às experiências concretas e neoconcretas.
2 comentários:
Ana Laura como vai?
Neste teu projeto com crianças da
5ªsobre Helio Oiticica, eu gostaria de saber como é e, com quais materiais será feita a confecção das peças de roupas.
Sempre que se pensa em preparar uma apresentação, a música é sem dúvida uma das questões a ser pensada(por todos), porque ela é contagiante e deixa as pessoas em constante ação e movimento.
Assim é a vida!
Parabéns pelo bélissimo trabalho
Um abraço
Marinês
Marinês, eu vou bem e espero que também tu estejas ótima. Os parangolés são de TNT e trabalhamos sobre ele como todo o tipo de recurso como: tinta, colagem etc...
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