Olá! Amigos do Blog!
Começo minha escrita com uma pergunta para se pensar as questões da nossa docência e também de ações que interferem positivamente e negativamente neste ofício.
Os textos são interessantes e trazem muitos questionamentos. Trazem também teóricos importantes para entender possíveis comportamentos humanos dentro da educação como Deleuze, Gatarri, Nietzsche, etc., (que bem poderiamos estudá-los, neste espaço, um pouco mais, para conhecer um pouco melhor seus pensamentos sobre as questões na educação).
O significado da palavra devir citado em um dos textos é: tornar-se, vir a ser, série de transformações, o futuro. E quando lembro da palavra futuro, associo ao de alunos ou aprendizes, pois são para eles que professores estão em sala de aula, para ensinar, para que possam um dia vir a ser alguém, tornar-se um ser humano melhor.
Primeiro me perguntei o seguinte: será que a melhoria da educação deve vir de cima, dos governantes ou será que deveríamos, como professores, pensar no aqui e agora com os nossos alunos em sala de aula? Foram me surgindo vários outros questionamentos, a partir dos textos lidos, mas que são dúvidas e deduções minhas também sem uma resposta final, já que são tantos os fatores que envolvem uma educação de qualidade neste país.
Em um dos textos é citado também a desvalorização da disciplina de Arte, enquanto disciplina de um currículo escolar, entre outras coisas não menos importantes.
Pensando sobre o que li me perguntei sobre o papel ou função de um professor hoje (Gerenciamento dos Governantes/Sistema Educacional/Sociedade Cultural ou não-Cultural/Família - valores, limites, crenças, etc.) perante aos alunos que, em muitas vezes, a mercê de sua própria sorte, clamam por limites, por uma formação e construção de um pensamento crítico, sobre si e sobre a realidade do seu mundo na sala de aula.
Será que estamos de fato contribuindo para o bem dos alunos? Ou será que professores e escolas estão coniventes, acomodados no seu papel ou função dentro do sistema vigente?
O Sistema Educacional está pobre. Precisamos de possíveis mudanças e soluções, como um Sistema Educacional Nacional como um todo, ou seja, um Projeto Nacional para a Educação que funcione com parcerias. No entanto, ainda faltam vontade política, sociedade compromissada em cobrar políticas públicas, professores motivadores, pesquisadores, transformadores, cobradores e facilitadores; as famílias comprometidas, engajadas, participativas e atuantes na vida escolar de seus filhos.
Tudo isso em meio a constantes crises do mundo globalizado e as novas tecnologias a nos assombrar, embora precisemos incorporá-las às nossas atualizações docentes.
Entre todos estes fatores há o que é positivo sim que são as potências, citadas também em um dos textos, que são as coisas boas e produtivas que acontecem dentro de uma sala de aula todos os dias entre os alunos e o professor (ensino/aprendizagem), e que não podem ser em absoluto desvalorizadas por menores os atos que sejam.
Há que se pensar em tantas coisas que não foram mencionadas, mas que são pontos importantes.
O poder que é só de alguns. O poder manda? Quem tem o dinheiro tem o poder?, ou melhor, quem detem o dinheiro detem o poder? E a corrupção? E o individualismo, ele impera? A hierarquia e a ditadura, elas sobrevivem à democracia? Elas nunca foram extintas? O conhecimento é só para alguns? São questões para se pensar.
O indivíduo ou aluno pouco aproveita do saber que lhe é de direito, tem pouca cultura;
Famílias, instituições, sociedade e governantes se eximem de suas responsabilidades específicas pela melhora do ensino;
Os professores (alguns ou a maioria) estão desmotivados, acomodados ou "perturbados e doentes" como diz em um dos textos;
A instituição precisa dar suporte para estes professores com atualizações, valorização da disciplina de arte, apoio pedagógico, sala adequada para a disciplina de arte, principalmente a questão salarial destes professores, a sua valorização como profissional, tempo para se
aperfeiçoar, mas não o faz, em algumas escolas;
E nesta cadeia de pessoas, neste corpo de ausentes humanos, está o aluno, e se acompanhado da família, se tiver onde estudar, se tiver no futuro uma profissão digna, só procura ser aceito por esta sociedade.
Um fato real é que o sistema educacional não funciona como deveria. A esse respeito, destaco aqui dados importantes da entrevista com a presidente da Apeoesp (Sindicato dos professores da rede pública do Estado de SP) e menbro do Conselho Nacional de Educação, Maria Izabel Azevedo Noronha, para a Folha de São Paulo:
"Os investimentos em educação vêm caindo ano a ano no Estado de SP";
"Todo o profissional precisa ser bem remunerado, ter carreira justa, condições de trabalho e jornada de trabalho adequada";
"A greve busca o atendimento dessas reivindicações";
"Não há equivalência entre o crescimento do PIB, que mede as riquezas materiais produzidas pela nação, com os resultados do processo ensino-aprendizagem";
"O principal resultado da educação é a formação de cidadãos. O ser humano deve ser o centro do processo educativo";
"As avaliações são importantes instrumentos para a localização dos problemas e das potencialidades de cada aluno, classe, equipe, escola e do sistema com um todo. Ajudam a rever métodos, readequar conteúdos e direcionar atenção e recursos aos elos mais frágeis";
"Pela forma como o governo lê os resultados das avalições, a gestão educacional nada tem a ver com eles. As autoridades educacionais, assim, isentam-se de responsabilidade";
"Não acreditamos em teoria sem prática nem prática sem teoria";
"É também por meio de uma prova de conhecimentos que o governo define quais professores terão direito a reajuste salarial, ainda assim limitado a até 20% da categoria";
"É aceitável que professores estaduais tenham condições de trabalho tão ruins para cumprir função das mais importantes na sociedade?"
Em uma outra matéria da Folha, "O Valor da Educação", e só para finalizar, diz o seguinte a reportagem: "País precisa pagar mais e atrair talentos para o ensino público, mas seis Estados, inclusive o RS descumprem piso salarial do professor".
O blog é ótimo por isso, podemos nos expor um pouco mais à vontade, com mais tempo, ou não.
Os problemas existem e não são poucos, mas se cada um fizer a sua parte, as coisas neste país podem melhorar e muito, não é verdade?
Pensando no devir e nas potências e principalmente acreditando nas pessoas concluo com versos de Fernando Pessoa, que disse: "Tudo vale a pena se a alma não é pequena".
Com mil desculpas pelas delongas,
Um Abraço
Aos Amigos do Blog
Marinês
2 comentários:
Parabéns pelo seu texto! super completo...Abraços!!
Olá Marinês!
Tuas reflexões estão perfeitas !Concordo plenamente com tuas colocações. Parabéns
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