Olá,
Amigos do Blog
Somente para relembrar aqui que foram várias as tendências que surgiram a partir dos anos 50.
Nenhuma menos importante que a outra, mas todas com características bem específicas e que influenciaram de um modo ou outro os artistas contemporâneos.
Analisando os DVDs dos anos 70 e 80 vistos no Grupo de Estudos, quero aqui citar duas passagens, retiradas de uma pesquisa que fiz para um Projeto de Ensino em Arte Contemporânea e relacioná-las com algumas Bienais já ocorridas.
Uma delas é a Tendência Tropicália ou Movimento Tropicalismo. Movimento Cultural não popular, e sim Pop, influenciado pela Pop Art, mas que se manifestou também como um desdobramento do Movimento Concretismo da década de 50, especialmente da Poesia Concreta.
Movimento que manifestou-se principalmente na música, mas também se manifestou nas artes plásticas com o artista Hélio Oiticica, com a obra "Tropicália", em 1967; a obra era um jardim com plantas, araras, areia, brita, e poemas enterrados. No interior, raízes de cheiro, objetos de plásticos e um aparelho de TV ligado.
Podemos relacionar está obra de Oiticica com uma obra que esteve na 7ª Bienal do Mercosul, que foi de um artista que se chamava "Cabelo". O artista fez uma Instalação em que usou como suporte para fazê-la os seguintes materiais: areia de onde desenterrou ossos de animais, palavras, urucum e entre outros objetos, também desenterrou uma camada de sal, fazendo uma alusão ao pré-sal encontrado no litoral do Brasil.
A outra tendência importante foi a Arte Tecnológica e Multimídia também década de 70.
Tendência que surgiu do desdobramento da Arte Construtiva e da Arte Conceitual em SP.
Na época o País era governado pelo Gen. Emílio G. Médici de 69 até 74 em plena Ditadura.
O primeiro trabalho artístico realizado aqui no Brasil por um artista brasileiro no computador, foi de 1968 por Waldemar Cordeiro. E foi em 1973 que houve uma Mostra desta Arte.
I Mostra Expoprojeção, com curadoria de Aracy Amaral e reuniu audiovisuais, filme Super8, discos de 42 artistas brasileiros. Participaram Antonio Dias, Cildo Meirelles, Helio Oiticica, Rubem Gerchman, Décio Pignatari(poeta), Mario Cravo Neto, Olívio Tavares de Araújo e Iole de Freitas. Esta última participou da Bienal de 2005 com a obra, uma Instalação chamada "Estudo para Superfície e linha".
Quanto aos anos 80 aqui no Brasil, foram marcados pela forte revitalização da Pintura. Uma Pintura feita com emoção e prazer.
Também houve a evolução no campo da Escultura, nesta década.
Nos anos 70 a experimentação dos materiais e nos anos 80 a Pintura que surge novamente com força e emociona a todos pelo seu vigor e suas cores alegres e quentes.
Um artista influenciado pelos anos 80 foi Jorge Guinle, esteve em exposição chamada "Belo Caos" na Fundação Iberê Camargo a bem pouco tempo.
Muitos artistas mensionados nos DVDs fizeram parte de uma das Bienais já ocorridas ou simplesmente foram homenageados.
A arte Contemporânea veio para ficar apesar de toda a sua complexidade e do seu difícil entendimento pelas pessoas. A medida em que a Arte se afirma como concreta, tanto os artistas, quanto suas obras vão ganhando espaços, ocupando espaços, se legitimizando nas formas de Bienais, e tomando os espaços em galerias de Arte, e com isso, abrindo novos caminhos e novos rumos. Poderíamos pensar também e para finalizar, que a "Arte Contemporânea ganha espaços, se legitima e contagia-nos a todos como um grande rizoma."
Um Abraço
Aos Amigos do Blog!
2 comentários:
Marinês, gostei de tua síntese de um período tão logo e cheio de acontecimentos.
Parabéns Marinês! sempre conduzindo ótimos textos. bjs
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