21/12/2008

Momentos inesquecíveis...

Olá! Amigos do Blog!
Quero contar para vocês um pouco de como foi minha viagem em família.
Começo dizendo que os filhos crescem e logo, logo não estaram mais conosco. Essa viagem marcou um destes momentos que vivemos juntos, e que estarão ficando cada vez mais raros daqui por diante, pois cada um tem seus compromissos, e seguem seus próprios rumos. Normal!
Nosso destino foi, sair dia 14/12, de Porto Alegre de carro e ir primeiro a Jaguarão, para que minhas filhas conhececem. Nesta cidade da fronteira meu marido trabalhou por seis meses em 1981 e eu passei os meus 15 anos na casa de meus tios, em 1976 e, fui por uma segunda vez a 25 anos atrás em 1981. Foi muito legal reviver alguns lugares desta cidade, que tem um carnaval de rua maravilhoso, hoje já mais moderno, com trio-elétrico e tudo. Vale a pena conferir na época de carnaval. Fiz fotos idênticas a de 25 anos atrás, para ver as diferenças que o tempo fez na gente.
Seguimos viagem primeiro a Montevidéo-Uruguay, onde deixamos o carro e seguimos de Buquebus (navio de médio porte), até Buenos Aires, onde permanecemos por dois dias, retornando de navio até Colônia de Sacramento, por onde só passamos, e, então retornamos de onibus na volta a Montevidéo. Já com o carro retornamos pelo Chuí até Porto Alegre em 21/12.
Em Montevidéo, passamos por Piriapoles, Maldonado e Punta Del Este. Em Maldonado, fomos conhecer Punta Ballena, marca do "Alfajor Ballena", e onde está instalado o Museu CARLOS PÄEZ VILARÓ, conhecida também por "CASAPUEBLO", onde se encontram uma variedade imensa de obras deste artista. São pinturas, esculturas, cerâmicas, desenhos, gravuras e uma imensa variedade de materiais , de que o artista se utiliza para criar. Eu não poderia deixar de conhecer, assim como qualquer pessoa que passar por lá, é imperdível. Não encontrei lá uma obra que gostaria de ter visto pessoalmente, foi uma pena. Era a figura de uma mulher com formas geometricas. Fiz uma cópia desta imagem em óleo s/tela, e por isso gostaria de tê-la visto por lá. Algumas das obras deste artista estão espalhadas por alguns museus do mundo. Vou lhes mandar algumas fotos, em um outro momento, me aguardem.
A Casapueblo tem uma arquitetura diferente, a "La Gaudi", com uma atmosfera mediterrânea, muito legal, e fica a beira de um penhasco, chamado também de Sierra de la Ballena, no município de Maldonado, e, de frente para a imensidão do mar, fonte de inspiração do artista Uruguaio.
Já em Buenos Aires, fizemos um City Tour, pela cidade conhecendo vários pontos turisticos importantes como por exemplo 0 Palácio Presidencial/ "Casa Rosada", na Plaza de Mayo, da Presidenta Cristina Kichstner, o "Monumento ao Obelisco, e o Teatro Colon na Avenida 9 de julho, no centro da cidade.
Me emocionei muito quando fui conhecer o Museu MALBA, Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, da Fundación Constantini.
Infelizmente, não podia tirar fotos das obras, apenas do painel de entrada do museu.
Lá dentro do museu deparei-me com a obra "Abapuru", 1938 de Tarsila do Amaral, maravilhosa, na minha opinião, porque na opinião do crítico de arte Ronaldo Britto, curador da exposição de Jorge Guinle, na Fundação Iberê Camargo; é um horror, Tarsila do Amaral não dá!, diz ele. Vi também por lá obras de Diego Rivera, Frida Kalo, Portinari, Di Cavalcanti, Ligia Clark, Helio Oiticica, Abraan Palatinik, Cícero Dias, Mira Schendel, Franz Kazberg, Fernando Botero etc. Achei muito interessante também os trabalhos expostos de Luis Camnitzer. Lembram dele?, dos projetos pedagógicos e curadoria dos artistas daqui, para a nossa, de todos, Bienal do Mercosul?
As obras se dividem por décadas: 20/30; 40/50; 60/70, entre desenhos, pinturas, esculturas, fotografias e muita arte contemporânea.
Foi show de bola, valeu a pena e também recomendo esta visita a todos. É imperdível.
Fui a lugares como"CAMINITO" em La Boca, estive em frente ao estádio do Boca Junior, mas não conseguimos entrar, por falta de tempo. No bairro Palermo e, no Puerto Madero, canal portuário de Buenos Aires, local de onde saímos com o Buque/Bus, para a volta por Colônia.
No onibus tiramos uma foto, que ao final do passeio certamente nos cobrariam, mas valeu os pesos argentinos cobrados, pois fomos manipulados por computadores, e nos transformaram em uma dupla dançando um belo "Tamgo Argentino"que ficou apenas o máximo. Levarei para que vejam em 2009, OK!
Acho que fiz uma panorâmica do que foi esse passeio em família, cada vez mais raros, como disse, mas sem dúvidas inesquesível.
Na volta pelo Chuí, passamos pela Lagoa Mirim, reserva do Taim, onde vimos as tais Capivaras, muitos pássaros e até Tartarugas.
Neste trecho de nossa viagem era eu quem dirigia e acho que fui pega de surpresa por um "Pardal Eletronico", que no meio de um nada, e sem aviso de sinalização, acho que serei multada, pois passava no local a 95Km/h, e mesmo reduzindo para 87 Km/h, acho que virá uma multa.
A fora esse e outros pequenos contra-tempos que sempre existiram em uma viagem longa e, de carro, foi tudo de bom.
Espero que tenham gostado e por certo imaginado, a medida que eu narrava. Quero que me contem algo também, acho que este é um excelente espaço também para este tipo de conversas.
Ah! Quero desejar a todos os Amigos do Blog!, um Feliz Natal e que o Ano Novo venha com tudo!
Um grande abraço a todos e aguardo um retorno.

Um comentário:

Ana Laura Frota disse...

Com certeza planejar envolve muitas variáveis. Antes de qualquer coisa é necessário que saibamos quem é o aluno com o qual vamos trabalhar e os seus interesses no mundo e na arte.É necessário, ainda, que saibamos algo de suas vivências a fim de de que possamos encaminhar um planejamento que contemple seus interesses.
Como trabalhamos com um grupo considerável de jovens há que se fazer um planejamento aberto e sujeito a modificações que se apresentarem como necessárias no decorrer do trabalho.
Penso que o mais importante é que ao colocarmos os jovens em contato com as imagens da arte - de qualquer tipo, eruditas ou não - façamos antecipadamente uma curadoria apurada especificando um fio condutor que permeie as leituras. Também não podem ser desconsiderados, neste momento, os intertextos que podemos explorar, ampliando conhecimentos de várias ordens: sociais, políticas, de identidade, movimentos artísticos etc...
Os conteúdos emanam das próprias leituras e tempos envolvidos nas imagens, bem como das contribuições trazidas pelos jovens.Por exemplo, caso estejamos fazendo a leitura das Xifópagas capilares de Tunga estaremos entrando em pormenores relacionados às identidades das pessoas as suas marcas impressas nos cabelos e como esse é utilizado no trabalho do artista como matéria; pode ser feita relação com outras obras do próprio autor, estaremos trazendo conhecimentos sobre o próprio criador que em suas obras tenta extrair sentidos simbólicos de situações que se desviam da normalidade. Suas obras se referem umas às outras. O próprio artista descreve seu trabalho como "um conjunto de trabalhos; onde um sempre leva ao outro, como se entre eles existisse um ímã". Este caráter auto-referente é enfatizado no vídeo Nervo de Prata (1987), feito em parceria com Arthur Omar (1948) - filme que até alguns anos atrás era disponível pelo Projeto Arte na Escola em vídeo. No filme, as obras repercutem umas nas outras, constituindo um universo à parte.
Tunga, em 1989, definiu seu projeto estético como: "redefinir a escultura já não só como o volume estático, mas também como o agrupamento destas formas em expansão e a relação entre elas"
Seria importante que se fizesse um histórico mínimo sobre o artista:

Nome, Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão ou Tunga, como ficou conhecido mundialmente, é um artista brasileiro nascido em 1952 em Pernambuco. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1974, onde cursou Arquitetura, atuando, porém, como artista plástico após se formar, ganhando diversos prêmios durante as décadas de 80, 90, que impulsionaram sua carreira.
Sendo um dos artistas contemporâneos mais conhecidos e elogiados atualmente, Tunga já fez exposições nos principais museus e galerias de todo mundo, incluindo o MoMA em Nova York, o Louvre em Paris entre tantos outros.
Suas obras que mais se destacam são geralmente esculturas e performances, que levam sua marca em acabamentos perfeitos, demonstrando sua grande dedicação no desenvolvimento de seus projetos.

O Trabalho

Dois pontos a se ressaltar sobre a obra de Tunga são sua pesquisa e o processo de desenvolvimento.
Seus trabalhos tem como início, muitas vezes, fatos cotidianos, acontecimentos da sua vida ou a relação entre duas coisas diferentes. Um caminho comum também é a sua relação com outras áreas de conhecimento, como a literatura, filosofia, química e biologia que servem de alimento de pesquisa para suas obras. É nessa construção de relações que os trabalhos de Tunga são criados.

Ainda como conteúdos emanados do processo de leitura das imagens pode ser inserido o contexto todo da arte contemporânea e suas características. Enfim, muito mais se pode trabalhar a partir da escolha do material visual.