15/06/2009

postagem da Carla...

Arte Contemporânea x Observador

Especificar o que é arte é difícil. Se procurarmos em dicionários encontraremos várias definições, entre elas: " a capacidade criadora do artista de expressar ou transmitir tais sensações ou sentimentos ... " segundo o Dicionário Aurélio.

"Os tratados em geral, dizem que arte é a atividade humana que procura o belo. Isto é, porém, um conceito vago, genérico, e nada mais claro se obteve quando se tentou substituir a palavra "belo" pela expressão "prazer estético". Tem esta expressão um caráter estritamente psicológico e não coincide com todas as possibilidades da arte e com todas as suas manifestações. Nenhuma definição conseguiu jamais, e talvez jamais consiga sintetizar este complexo fenômeno espiritual e material ao mesmo tempo" .( BARDI, P. M. - Pequena História da Arte).

A arte é criação humana que busca uma beleza relativa, e por esta razão muitas vezes não é compreendida pela maioria das pessoas.

A arte geralmente é vinculada à palavra “belo” quando na verdade deve ser “prazer estético” porque o belo para um nem sempre é para outra pessoa.

O artista do século XXI busca a reflexão do observador, procura fazer com que o observador seja um agente da história. Ele se utiliza de objetos do cotidiano para criar sua obra. Segundo Jorge Coli “A arte não isola, um a um, os elementos da casualidade, ela não explica, mas tem poder de nos fazer sentir”.

E neste contexto a arte contemporânea tornou-se complexa demais no momento que ela se apropriou de objetos do cotidiano para instigar o observador. Na maioria das vezes o observador torna-se um mero expectador que geralmente faz comentários do tipo ”Isto é Arte! Até uma criança faz”!; “Ah! Isto eu também faço!”. Porém não percebe que por trás de um trabalho contemporâneo existe uma pesquisa. Talvez ele faça este tipo de comentário porque na verdade não sabe do que se trata. É mais fácil negar o desconhecido do que admitir o não conhecimento.

A arte contemporânea, sem querer, gera medo no observador, o não-entendimento, o medo do desconhecido, medo do novo. Como ele vai dizer que gosta de algo que não consegue entender? O medo é um sentimento forte que inibe as pessoas de seguirem em frente, de arriscarem. Podemos constatar o medo do novo através do “Mito da Caverna” de Platão.

A arte contemporânea desafia nossos medos, nos questiona e nos torna agentes da história.

Um abraço a todos os amigos do Blog!

Carla Rosa

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