- A proposta seria para o Ensino Médio
- A duração do projeto seria de 01 semestre, ou mais, dependendo da aceitação e dos desdobramentos do grupo
- Materiais necessários para o desenvolvimento do projeto: máquina digital de fotografia e vídeo (podendo ser inclusive celulares com este recurso); recortes de revistas variadas; papel kraft; tesoura; cola
Desenvolvimento do projeto:
- A turma será dividida em grupos de 4 a 5 integrantes.
- O tema principal a ser tratado, seria a utilização de novas mídias e tecnologia na arte contemporânea, bem como introduzir termos como “performance”, “ação coletiva” e “instalação”. E a utilização do corpo humano como suporte para o trabalho artístico.
- A duração do projeto seria de 01 semestre, ou mais, dependendo da aceitação e dos desdobramentos do grupo
- Materiais necessários para o desenvolvimento do projeto: máquina digital de fotografia e vídeo (podendo ser inclusive celulares com este recurso); recortes de revistas variadas; papel kraft; tesoura; cola
Desenvolvimento do projeto:
- A turma será dividida em grupos de 4 a 5 integrantes.
- O tema principal a ser tratado, seria a utilização de novas mídias e tecnologia na arte contemporânea, bem como introduzir termos como “performance”, “ação coletiva” e “instalação”. E a utilização do corpo humano como suporte para o trabalho artístico.
- Será feita a apresentação dos vídeos de Marcel.lí.Antúnez e Matthew Barney aos alunos, onde os artistas constroem todo um cenário, criando elementos surreais, híbridos, fazendo uma associação romântica com uma peça teatral, onde a imagem e o áudio falam mais que as palavras, possibilitando uma experiência sensorial ao espectador. Também será apresentado todo o processo de trabalho de Spencer Tunick, que se utiliza da fotografia como registro de algo efêmero, ou seja, uma ação coletiva que existirá por alguns momentos, devido às condições dos participantes em se mostrarem desnudos gerando polêmicas e debates sobre a condição humana em nossa sociedade contemporânea.
- Abrindo um parêntesis:
• Vale lembrar que Marcel.lí.Antúnez foi um dos fundadores do “La Fura dels Baus”, trabalhou na companhia como coordenador artístico, músico e performer de 1979 à 1989 e apresentou as macroperformances do grupo ACCIONS (1984), SUZ/OSUZ (1985) e TIER MON (1988). É conhecido no cenário artístico internacional por suas performances mecatrônicas e instalações robóticas. Nos anos 90, suas performances mecatrônicas vanguardistas combinavam elementos como Bodybots (robôs controlados pelo corpo), sistematurgia (narração interativa com computadores) e Dresskeleton (a interface esqueleto-corpo). Os temas explorados em seu trabalho incluem o uso de materiais biológicos na robótica, como em “JoAn? I’home de carn” (1992); controle telemático por parte do espectador de um corpo estranho na performance “Epizoo” (1994); a expansão dos movimentos corporais com dresskeletons nas performances “Afasia” (1998); e “Pol” (2002). Desde os anos 80 o trabalho de Antúnez se baseou numa constante observação de como os desejos humanos se expressam e em que situações específicas eles surgem. O trabalho de Antúnez pertence tanto ao campo das Artes Visuais quanto ao das Artes Cênicas.
A origem temática, temporal e geográfica das imagens que conformam os trabalhos de Matthew Barney é tão diversa -ou nenhuma- que, para localizá-la, vale evocar a história, a mitologia, a biologia, a ficção científica, o maneirismo, o romantismo alemão, o cinema experimental dos anos 1970 e 1980... Enfim, disciplinas, escolas artísticas, além de personagens ficcionais ou da vida real, em quantidade a tornar inglória qualquer tentativa de esgotamento.
Jorge Coli reiterou o controle exercido por Barney sobre seus trabalhos, dirigindo a reflexão para um outro aspecto da produção: "a dificuldade de definir a modalidade da obra", uma vez que os filmes documentam performances, têm elementos cênicos que são esculturas - com autonomia para exposição em museus e galerias -, além de terem direção, roteiro e edição assinados pelo artista. "Não dá para encarar separadamente o cinema e as artes visuais. Neste caso, é uma absoluta fusão das coisas". Para Coli, a atuação de Barney nos filmes introduz elementos que são "chaves simbólicas para compreender sua obra", por exemplo, quando entram dados biográficos que constituem a mitologia pessoal do artista. "É como um elemento complementar de controle: eu dou a obra e dou, junto, a intenção que eu tive. De um modo geral, essas intenções são muito interessantes, porque elas mostram a gênese das preocupações do autor. O que me parece um pouco mais temeroso é quando você começa a explicar a obra por esse simbolismo. O trabalho (de Barney) desencadeia sugestões múltiplas, e é esse o fascínio dos filmes."
Já ao falar de Spencer Tunick: Na segunda metade do século XX, um novo fenômeno despontou com os movimentos hippie e beatnik: a nudez como forma de protesto social. Nos anos 80, os protestos envolvendo pessoas nuas passaram a fazer parte do repertório de entidades humanitárias. A ONG americana Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), por exemplo, opõe-se ao uso de peles na indústria da moda conclamando ativistas e celebridades a tirar a roupa em suas manifestações. Mais recente ainda é a chamada Naked Charity (caridade nua). Todos os anos, pelo menos 100 calendários beneficentes com pessoas nuas são lançados nos Estados Unidos e na Europa, para ajudar menores carentes, pesquisas de combate ao câncer ou desabrigados por desastres naturais. "Esses calendários são uma provocação aos códigos, em que pessoas exibem corpos fora dos padrões estéticos valorizados, e por isso chamam atenção", diz o antropólogo José Carlos Rodrigues, da PUC do Rio de Janeiro. No Brasil, uma entidade de apoio a crianças com câncer chamada Graacc produziu, em 2006, um calendário com onze voluntárias, de 50 a 81 anos, todas seminuas. Foram vendidas 10000 unidades. A atração pelo nu é explorada ainda pelo fotógrafo americano Spencer Tunick, que roda o mundo fotografando grupos de pessoas peladas. Em 2002, ele conseguiu atrair 400 voluntários nus no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Recentemente, levou uma legião aos Alpes suíços, para protestar contra o aquecimento global.
- De novo o link entre os três artistas e seus trabalhos é o corpo humano, com suas limitações, suas necessidades, suas deformações, suas metáforas, suas especificidades, etc.
- A forma como esse corpo humano se apresenta perante os olhos do espectador, é um dos questionamentos também do adolescente, ou seja, como me vejo e como os outros me vêem?
- A proposta é que cada grupo crie uma performance, com um registro de vídeo, de poucos minutos, onde o corpo humano seja a temática.
- Também, que cada grupo crie uma ação coletiva onde o registro seja a fotografia, com colagens, recortes, etc. Que fará parte de um painel, onde todos os grupos participarão de uma mostra final, e onde serão apresentados os vídeos em forma de seminário.
Artistas brasileiros que serão utilizados para fazer a contextualização do cenário da Arte brasileira: LYGIA CLARK e HÉLIO OITICICA.
4 comentários:
Ola Jana
Muito interessante esta tua propósta. Porque de fato os alunos tem essa preocupação com o corpo, beleza, modos de vestir etc.
Achei interessante o que disse Marcel.li.Antunez, ..."que seu trabalho baseou-se a partir de uma constante observação de como os desejos humanos se expressam e em que situações eles surgem." Sempre com cunho social esses três artistas procuram através da sua arte mostrar necessidades,voz humana, maneiras de pelo corpo representar, expressando desejos humanos como disse Antunez.
A Arte Contemporânea também como todas as Artes do passado, "CONTA UMA HISTÓRIA". Precisamos continuar estudando e pesquisando para percebermos isso, não é mesmo?
Um abraço da
Marinês
Muito legal a tua sugestão de trabalho, inclusive para usar os celulares que os alunos tanto curtem e se proíbe na maoiria das vezes em sala.
Em teu comentário tu mencionas os vídeos dos artistas. Como podemos obtê-los.
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